FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

Sexta, 17 Abril 2026 13:18

A recém-lançada 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade representa um avanço importante na qualificação da assistência a pacientes que convivem simultaneamente com essas duas condições. O documento foi desenvolvido para apoiar a prática dos profissionais de saúde e contribuir para um cuidado mais integral, respeitoso e efetivo.

A FEBRASGO participou da construção do material por meio de dois representantes: a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da entidade, e o Dr. José Maria Soares Júnior, presidente da CNE de Ginecologia Endócrina.

A relação entre obesidade e câncer traz impactos relevantes para o manejo clínico e exige uma abordagem mais ampla, que considere desde o diagnóstico até as adaptações necessárias ao tratamento. Nesse contexto, a diretriz surge como uma referência inédita, elaborada de forma colaborativa por 13 instituições, reunindo diferentes especialidades em torno de um objetivo comum: oferecer parâmetros mais claros para o cuidado dessa população.

“A associação entre câncer e obesidade impõe desafios adicionais no cuidado da saúde da mulher. Neste sentido, a colaboração de diferentes especialidades para esta Diretriz é muito relevante, pois contribui para qualificar a assistência não apenas na esfera técnica, mas também no acolhimento”, comenta a Dra. Maria Celeste.

“O lançamento da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade, fruto da colaboração entre a FEBRASGO, o Oncoguia e outras entidades, representa um avanço fundamental para o ginecologista ao sistematizar o cuidado de pacientes que enfrentam simultaneamente essas duas condições, indo além da avaliação pelo IMC para abordar os reais desafios técnicos em diagnóstico por imagem, os ajustes críticos nos tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos, e o necessário combate ao estigma, que compromete o acolhimento e os desfechos clínicos em tumores de alta prevalência feminina como mama, endométrio e ovário”, comenta o Dr José Maria.

Temas abordados

O conteúdo aborda pontos centrais da assistência a pacientes oncológicos com obesidade, incluindo os efeitos do estigma no acesso e na qualidade do cuidado, os limites de uma avaliação baseada exclusivamente no índice de massa corporal (IMC), a importância do acompanhamento contínuo e o papel das equipes multiprofissionais no tratamento.

O documento também discute desafios técnicos e estruturais envolvidos no diagnóstico, como limitações em exames de imagem e procedimentos, além da necessidade de adequações em equipamentos, infraestrutura e capacitação das equipes. Outro eixo importante da diretriz trata das particularidades do tratamento do câncer em pessoas com obesidade, com atenção às condutas em quimioterapia, radioterapia e cirurgia, buscando reduzir riscos, manejar efeitos adversos e melhorar os resultados terapêuticos.

Ao reunir evidências e recomendações práticas, a publicação busca contribuir para a elevação do padrão do cuidado oncológico no Brasil, com olhar mais atento às especificidades desses pacientes.

A 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade pode ser acessada no link abaixo:

https://www.oncoguia.org.br/conteudo/board-de-cancer-e-obesidade/18094/1428/

 

Sob coordenação do Instituto Oncoguia, a diretriz foi elaborada com a participação das seguintes instituições: ONG Obesidade Brasil, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), FEBRASGO, Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Painel Brasileiro da Obesidade, Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Sociedade Brasileira de Mastologia, Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia e Sociedade Brasileira de Urologia.


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