SARAMPO – ALERTA FEBRASGO

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SARAMPO – ALERTA FEBRASGO

08 ago. de 2019

O sarampo permanece como uma doença endêmica em diversos continentes. Dados preliminares mostram que os casos notificados de sarampo no mundo cresceram 300% nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. Na Europa, diversos países enfrentam surtos da doença, acometendo principalmente adolescentes e adultos jovens. A queda nas taxas de cobertura vacinal é o principal fator implicado no aumento do número de casos.

O Brasil, desde fevereiro de 2018, enfrenta um surto de sarampo que teve

início na região norte do país, contabilizando desde então 11.000 mil casos confirmados. A transmissão mantida do vírus, por mais de um ano, fez o país perder a certificação de zona livre do sarampo em fevereiro de 2019.

No momento, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará mantém circulação sustentada do vírus, com número crescente de casos confirmados, sendo 484 só no município de São Paulo.


Embora o maior número de casos esteja ocorrendo na população de adolescentes e adultos jovens, os maiores coeficientes de incidência da doença ainda se encontram entre os menores de 12 meses, especialmente no segundo semestre de vida.

Frente a esta situação, a FEBRASGO recomenda e reforça as seguintes orientações para vacinação: 

  • Comprovação de vacinação, de rotina, com o objetivo de alcançar e manter coberturas vacinais homogêneas, acima de 95%, nos diversos municípios, segundo o esquema:
  • Identificar os suscetíveis e efetuar a vacinação;
  • Na ausência de comprovação vacinal considerar como não vacinado e imunizar conforme esquema preconizado;
  • Profissionais de saúde devem estar vacinados com duas doses, independente de idade; 
  • Gestantes não devem ser vacinadas;
  • Puérperas e lactantes podem ser vacinados sem restrições;
  • Após a vacinação de mulheres em idade fértil deve-se orientar para aguardar um mês para engravidar. 

As estratégias de vacinação têm sido dinâmicas e podem ser ajustadas à realidade de cada município, como, por exemplo, ações de bloqueio, varreduras e campanhas indiscriminadas para algum público alvo específico, bem como a antecipação da dose na infância para os seis meses de vida.

As orientações das autoridades sanitárias devem ser seguidas por todos, com o objetivo de controlarmos o mais brevemente possível o surto, evitando sua 
disseminação, e também para podermos receber novamente a re-certificação de zona livre do sarampo.

A Comissão Nacional Especializada em Vacinas da FEBRASGO recomenda que 
os Ginecologistas e Obstetras não percam a oportunidade de atualizar a caderneta de vacinas das pacientes. Vacinas salvam vidas!
 
Autores:
Renato de Ávila Kfouri
Juarez Cunha
Nilma Antas Neves
CNE Vacinas

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