FEBRASGO participa de lançamento de portal que promove o combate a violência contra mulheres médicas no Brasil

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FEBRASGO participa de lançamento de portal que promove o combate a violência contra mulheres médicas no Brasil

15 ago. de 2024

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), representada pela Dra. Célia Regina da Silva, membro da Comissão de Defesa e Valorização, participou do evento de lançamento da nova ferramenta do CREMERJ, que foi desenvolvida exclusivamente para receber denúncias de violência contra médicas durante o exercício da profissão.

O evento contou com a participação da Dra.Mariangela Barbi Gonçalves, que também será a futura presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, e outros representantes. Na ocasião, a Dra. Célia apresentou uma cartilha elaborada em colaboração com a Dra. Gláucia Maria Moraes, conselheira responsável pela Comissão CREMERJ Mulher. Juntas, elas desenvolveram o material para abordar o tema em questão. Esta cartilha contou com a participação da dra Selma Sabra, presidente da Academia de Medicina do RJ e do serviço jurídico do CREMERJ.

“A criação de uma cartilha voltada para a violência contra mulheres médicas é essencial para promover um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso. Este documento serve como uma ferramenta essencial para educar e conscientizar sobre os diversos tipos de violência que podem ser enfrentados por esses profissionais, além de fornecer diretrizes claras sobre como identificar, denunciar e combater esses abusos. Ao estabelecer padrões e oferecer suporte, a cartilha fortalece a rede de proteção e encoraja um compromisso coletivo em criar um ambiente de trabalho mais justo e seguro para todas as mulheres na medicina”, destacou a Dra. Célia.

A FEBRASGO, através de seu núcleo feminino, se empenha em apoiar iniciativas que promovam políticas claras contra todas as formas de violência, incluindo assédio sexual e moral. O objetivo é fomentar a criação de redes de apoio entre especialistas para a troca de experiências, promover ações que fortaleçam a solidariedade entre as profissionais e implementar programas de mentoria para conectar médicas experientes e as recém formadas.

“Engajar-se em grupos que defendem os direitos das mulheres e a igualdade de gênero na medicina é fundamental. É vital promover debates e ações que sensibilizem a sociedade sobre a violência contra mulheres médicas. Além disso, estabelecer parcerias com organizações de direitos humanos e instituições governamentais fortalece a rede de apoio e amplia o alcance das iniciativas voltadas para a proteção e valorização dessas profissionais”, ressaltou a médica.

O evento incluiu painéis sobre a importância do acolhimento às mulheres médicas e uma mesa-redonda dedicada às políticas e ações de combate à violência contra elas. Entre os destaques, foi apresentada a iniciativa ‘Patrulha Maria da Penha’, que visa abordar os principais desafios enfrentados pelas mulheres médicas. Além disso, foi apresentado um panorama abrangente da violência contra a mulher no Brasil, proporcionando uma visão detalhada dos desafios específicos enfrentados por essas profissionais.


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