CBGO 2026: Avanços no cuidado à mulher na menopausa e uso da inteligência artificial na Medicina
29 maio. de 2026
A programação da tarde desta quinta-feira (28), no CBGO 2026, realizado no Minascentro, em Belo Horizonte, foi marcada por debates sobre climatério, menopausa, equidade no acesso à saúde e os impactos das novas tecnologias na prática médica. Especialistas discutiram atualizações das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e o papel da inteligência artificial na Ginecologia e Obstetrícia.
Entre os destaques esteve o Fórum sobre Saúde da Mulher e Climatério, promovido em parceria entre a FEBRASGO e o Ministério da Saúde. A atividade abordou o tema “Atualizações nas Diretrizes Nacionais e Indicadores de acompanhamento para o cuidado das mulheres na transição menopausal e pós-menopausal: equidade, avanços e desafios”.
Durante a apresentação, a Dra. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO, ressaltou a importância de um cuidado integral, individualizado e humanizado às mulheres nessa fase da vida, considerando aspectos físicos, emocionais, sexuais e sociais. A especialista também destacou a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos seguros, à informação de qualidade e às novas ferramentas tecnológicas incorporadas ao sistema de saúde, como telemedicina, inteligência artificial e medicina personalizada.
A médica enfatizou ainda que a menopausa não pode ser tratada de forma uniforme, já que fatores sociais, econômicos e regionais influenciam diretamente a experiência de cada mulher. “Nem todas as mulheres vivem a menopausa da mesma forma. Existem desigualdades sociais, regionais e de acesso aos serviços de saúde. Precisamos unir forças para melhorar a assistência e garantir que nenhuma mulher passe por essa fase em situação de silêncio, invisibilidade, violência ou abandono”, destacou.
Outro tema de destaque foi o avanço da inteligência artificial na Medicina. O Dr. Eduardo Cordioli, membro da CNE de Urgências Obstétricas, ministrou palestra sobre o papel da IA na Ginecologia e Obstetrícia e ressaltou que a tecnologia já faz parte da rotina médica e tende a transformar cada vez mais a assistência à saúde.
Segundo o especialista, o crescimento das discussões sobre tecnologia, transformação digital, análise de dados e inteligência artificial demonstra uma mudança de paradigma dentro da Medicina. “A inteligência artificial não é mais uma dúvida sobre se vamos utilizar ou não. A pergunta agora é como vamos extrair o melhor dessa ferramenta, que veio para transformar a vida dos médicos e, principalmente, das pacientes”, afirmou.
O médico também destacou que as ferramentas digitais podem contribuir para diagnósticos mais precisos, maior agilidade no atendimento e aprimoramento da assistência médica, desde que utilizadas de forma ética e responsável.