CBGO 2026: Redução da mortalidade materna, humanização e defesa da saúde da mulher, FPS sobre gerenciamento de sangue são alguns destaques de hoje
28 maio. de 2026
O segundo dia do CBGO 2026 movimenta, nesta quinta-feira (28), o Minascentro, em Belo Horizonte, com uma programação científica voltada aos principais desafios e avanços da assistência integral à saúde da mulher. Ginecologistas, obstetras e especialistas de diversas regiões do país participam de debates sobre humanização do cuidado, segurança assistencial, atualização científica e fortalecimento da atuação profissional.
Entre os destaques da programação estão as discussões em torno do Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e do Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, lembrado em 28 de maio. Os debates reforçam a importância da ampliação do acesso ao pré-natal de qualidade, da assistência adequada durante a gestação, o parto e o pós-parto.
A programação também aborda o FPS: Gerenciamento de Sangue do Paciente (PBM) na gestação, no período periparto e no pós-parto, estratégia que busca reduzir riscos, otimizar o cuidado materno e promover mais segurança na assistência obstétrica. Outro tema em evidência é “Medicina e Humanismo: olhares sobre a mulher”, reforçando a importância do acolhimento, da escuta qualificada e do cuidado individualizado na prática médica.
A saúde da mulher no climatério também ganha espaço nas discussões promovidas pela FEBRASGO em parceria com o Ministério da Saúde. Os especialistas debatem atualização científica, qualidade de vida e estratégias de assistência às mulheres nessa fase da vida. O Fórum de Defesa Profissional integra a programação ao reunir especialistas para discutir desafios éticos, jurídicos e estruturais relacionados ao exercício da ginecologia e obstetrícia no Brasil.
As atividades incluem ainda o FEBRAQUIZ, iniciativa interativa voltada à atualização de conhecimentos científicos, além de painéis sobre aleitamento materno em situações específicas, abordando orientações e condutas em cenários que exigem atenção especializada.
Além da programação científica, o congresso promove reflexões sociais por meio do “Banco Vermelho”, iniciativa de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. O espaço chama atenção para os altos índices de feminicídio no Brasil e reforça a necessidade de mobilização coletiva, proteção às mulheres e fortalecimento das políticas públicas de segurança e igualdade. O banco vermelho simboliza a luta pelo feminicídio zero e convida os participantes do congresso a se engajarem na defesa da vida e dos direitos das mulheres.