CBGO 2026 amplia discussões sobre saúde da mulher, ciência e responsabilidade social

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CBGO 2026 amplia discussões sobre saúde da mulher, ciência e responsabilidade social

29 maio. de 2026

Dando continuidade à programação científica do CBGO 2026, realizado no Minascentro, em Belo Horizonte, especialistas participaram, na manhã da quinta-feira (28), de debates voltados à produção científica nacional, humanização do cuidado e responsabilidade social na assistência à saúde da mulher.

Entre os destaques esteve a exposição sobre a produção científica da  Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO). O debate reforçou o papel das revistas acadêmicas na disseminação de informações seguras, confiáveis e baseadas em evidências para a comunidade médica e para a população.

De acordo com o Dr. Marcos Felipe Silva de Sá, ginecologista, editor-chefe da RBGO, a produção científica é fundamental para garantir o acesso a conteúdo confiáveis e de qualidade. “A sociedade precisa receber informações corretas, honestas e baseadas em evidências. Isso é feito por meio das revistas acadêmicas, que têm um papel essencial na divulgação científica e na construção do conhecimento”, afirmou.

A Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO, também destacou a relevância da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia  como instrumento de educação médica e difusão do conhecimento científico produzido no Brasil para a comunidade internacional.

Outro destaque da programação foi o Fórum Medicina e Humanismo: Olhares sobre a Mulher, que trouxe debates relacionados à responsabilidade social, equidade de gênero, violência contra a mulher e o compromisso da medicina com pautas sociais relevantes.

Durante o fórum, o Dr. Rosires Pereira de Andrade, ginecologista, membro da CNE  de  Violência Sexual e  Interrupção Gestacional Prevista em Lei, ministrou a palestra “O papel da Academia e da Sociedade contra a Misoginia”. Em sua fala, o especialista ressaltou a importância de compreender o contexto histórico da desigualdade de gênero e defendeu a construção de uma sociedade baseada na igualdade e no respeito às mulheres. “A misoginia acompanha a história da humanidade e precisa ser enfrentada com conscientização, educação e mudança cultural. A mulher deve estar em situação de igualdade, porque é tão capaz quanto qualquer homem”, destacou.

O especialista também enfatizou a importância da educação e do debate público no enfrentamento da violência contra a mulher. “É preciso ter uma educação pública de qualidade, porque sem educação não há transformação social. A mídia tem um papel importante, assim como a Academia e as associações médicas, que precisam ampliar o debate sobre as violências contra as mulheres e reforçar o papel dos médicos na identificação e no acolhimento dessas vítimas”, concluiu.

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