CBGO 2026: Fórum de Defesa Profissional debate uso da inteligência artificial na Ginecologia e Obstetrícia
01 jun. de 2026
O uso da inteligência artificial na prática médica foi tema de destaque durante o Fórum de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO, realizado dentro da programação do CBGO 2026. A atividade abordou os impactos éticos, legais e assistenciais da tecnologia na Ginecologia e Obstetrícia, com foco em como o ginecologista e obstetra deve lidar com essa realidade no dia a dia.
Segundo a Dra. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO, “Todos os anos, a Defesa Profissional realiza um fórum com temas importantes para a prática do ginecologista e obstetra, com esse enfoque nas dúvidas ético-legais, em como proceder no cotidiano e na importância de abordar essas questões”, explica.
Nesta edição, o tema escolhido foi o Uso da Inteligência Artificial em Ginecologia e Obstetrícia. A proposta foi discutir onde a especialidade está nesse cenário, o que já é realidade e quais normas orientam a utilização dessas ferramentas na prática médica.
De acordo com Dra. Lia, quando o Fórum foi planejado, ainda não havia regulamentação específica sobre o tema. No entanto, a publicação recente da primeira resolução do Conselho Federal de Medicina sobre inteligência artificial ampliou a relevância do debate.
“Quando decidimos esse fórum, ainda não existia nenhuma regulamentação. Mas o universo conspira. No mês passado, o Conselho Federal de Medicina publicou a primeira resolução sobre o tema. Então, foi uma discussão riquíssima”, destaca.
A especialista ressaltou que a inteligência artificial já está mais presente na rotina médica do que muitos profissionais imaginam, seja no apoio ao diagnóstico, nas decisões clínicas, na organização de informações ou na elaboração de orientações às pacientes. Por isso, é fundamental compreender seus limites e responsabilidades.
A programação contou com a participação de especialistas jurídicos, incluindo representante do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, além da presença de representante do Conselho Federal de Medicina.
“A FEBRASGO vai levar esse tema já traduzido para a prática, com as implicações no dia a dia, no prontuário, no consultório e na elaboração de orientações para as pacientes”, reforça Dra. Lia.
Para a diretora, a inteligência artificial deve ser compreendida como uma realidade da medicina contemporânea. O desafio, agora, é utilizá-la de forma segura, ética e responsável. “A inteligência artificial é uma realidade, e precisamos saber como lidar com ela, sem medo e sem exageros”, conclui.