Teste de progresso já é realidade

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Teste de progresso já é realidade

16 ago. de 2018

Pela primeira vez, candidatos prestam exame que será parâmetro para a qualidade dos programas de RM no País

 

      Cerca de 1300 residentes de programas de Ginecologia e Obstetrícia se submeteram ao Teste de Progresso Individual (TPI), da FEBRASGO (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em 28 de julho, em dez cidades brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto.

        Aplicada pela primeira vez, a prova será importante parâmetro de avaliação dos serviços de RM e também da formação dos residentes.

“Os inscritos correspondem a 50% do total de matriculados em programas oficiais do Ministério da Saúde (MEC). Os números são positivos. A expectativa de participação era bem menor considerando que é a primeira versão da prova aplicada”, ressalta Gustavo Salata Romão, presidente da Comissão de Residência Médica da FEBRASGO.

        O objetivo do TPI é apontar os pontos positivos e aqueles a melhorar na residência em Ginecologia e Obstetrícia.

“Um motivo importante da adesão é que tanto preceptores quanto os residentes estão vendo no TPI a oportunidade de construir um aprendizado mais sólido e diferenciado para atender às mulheres brasileiras”, pondera Salata.

        A nota individual do residente somente será divulgada para o próprio candidato e a média dos candidatos de um mesmo programa será divulgada apenas para o responsável pelo programa. Não haverá divulgação pública da nota ou da ordem de classificação dos residentes e não haverá ranqueamento dos programas em função da nota da prova.

        Os candidatos que apresentarem desempenho diferenciado (entre os 40% melhores) em duas versões da prova, incluindo a versão R3 (em que o candidato deverá também acertar pelo menos 60% das questões de Ginecologia e de Obstetrícia), serão dispensados da Prova Teórica do Título de Especialista em GO (TEGO) no ano seguinte e farão apenas a Prova Prática. 

“Em breve enviaremos aos residentes que fizeram a prova informação individual e sigilosa para que ele tenha ideia de como foi seu resultado. Ao mesmo tempo, encaminharemos aos programas de residência a nota média de seus residentes para que os preceptores possam fazer a avaliação do seu programa de residência”, explica César Fernandes, presidente da FEBRASGO.

“Para os atuais R2 e R3, existem regras especiais para o período de transição (2018 e 2019). Para os atuais R3, a dispensa na Prova Teórica do TEGO dependerá exclusivamente do seu desempenho no ano 2018, sendo necessário um desempenho entre os 40% melhores e uma proporção de acertos de pelo menos 60% nas questões de Ginecologia e Obstetrícia. Já para os atuais R2, será necessário um desempenho entre os 40% melhores em 2018 e em 2019 e uma proporção de acertos de pelo menos 60% nas questões de Ginecologia e Obstetrícia em 2019”, explica Gustavo.

            A prova teve 50 questões de Ginecologia e 50 de Obstetrícia, sendo aplicada no mesmo dia do exame do TEGO. As notas devem ser divulgadas em 45 a 50 dias.

        “São 310 programas de residência cadastrados no MEC. E o próprio MEC tem dificuldade em avaliá-los, pois faltam recursos e estrutura. Iremos oferecer os resultados para o MEC que poderá utilizá-los para saber o que está acontecendo com os programas autorizados”, informa Marcos Felipe Silva de Sá, diretor Científico da FEBRASGO.

         Ele ressalta que o Brasil tem mais de 330 faculdades de medicina e atualmente elas são obrigadas a oferecer programa de residência, mas muitas não têm nem hospital de ensino. “Residência sem hospital é impossível”, pontua.

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