Posicionamento sobre Gestrinona da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Febrasgo e Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva

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Posicionamento sobre Gestrinona da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Febrasgo e Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva

30 nov. de 2021

Posicionamento sobre Gestrinona da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da
Febrasgo. Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva.

A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), por meio de sua Comissão Nacional Especializada de Endometriose, associada à Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva (SBE), vem acompanhando as discussões acerca dos implantes hormonais de gestrinona.
Uma vez que os informes recentemente publicados mencionam o uso do citado implante no tratamento da endometriose, ambas sociedades médicas decidiram se manifestar sobre o uso dos implantes no tratamento da afecção em foco, trazendo dados baseados em evidências científicas.

1. Não há na literatura médica trabalho científico de relevância que avaliou a eficácia do citado implante no tratamento da endometriose;

2. Não se sustenta a colocação de que a via de administração de uma medicação, seja qual for, tem ação semelhante. Portanto, os efeitos do implante de gestrinona não podem ser, de forma alguma, comparado aos da gestrinona via oral. Esta via, apesar de ter sido avaliada em artigos científicos, possui evidências escassas sobre sua efetividade;
3. Não há informações disponíveis para a classe médica, tampouco para a população geral sobre os efeitos adversos relacionados à colocação dos referidos implantes. Ao contrário das medicações disponibilizadas em farmácias “não magistrais”, não há bulário que possa esclarecer às usuárias e profissionais da saúde, os possíveis efeitos da medicação, incluindo hepatotoxicidade, nefrotoxicidade, efeitos sobre o perfil lipídico, metabolismo hormonal, retorno aos ciclos menstruais normais, ganho de peso, assim como dos efeitos masculinizantes (aumento de oleosidade de pele, acne, hirsutismo, alteração de voz, aumento de clitóris, entre outros);
 
4. Por fim, é evidente que para uso de qualquer medicação, ressaltamos a necessidade de estudos que demonstrem eficácia e segurança, havendo ainda nos implantes, outras questões não esclarecidas, como a quantidade de droga liberada e absorvida no organismo (Estudo Fase I).

Desta forma, ambas entidades supracitadas não recomendam o uso de implantes hormonais contendo gestrinona para o tratamento de endometriose.

Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Febrasgo
Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva

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