Endometriose exige atenção e acompanhamento para evitar impactos na saúde feminina

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Endometriose exige atenção e acompanhamento para evitar impactos na saúde feminina

07 maio. de 2026

  • 07 de maio é o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose

 

A endometriose é uma condição crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e ainda enfrenta desafios no diagnóstico precoce. Caracteriza-se pela presença do tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, em outras regiões do corpo, como ovários, intestino e bexiga, provocando inflamação e uma série de sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida.

Entre os principais sinais estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual e, em alguns casos, alterações intestinais e urinárias. A doença também pode estar associada à infertilidade, o que reforça a importância da investigação adequada.

De acordo com o Dr. Sergio Podgaec, ginecologista membro da diretoria e da Comissão Especializada em Endometriose da FEBRASGO, o quadro clínico pode ser confundido com outras doenças ginecológicas, como mioma e adenomiose, o que exige atenção redobrada. “A endometriose ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio está fora do útero, podendo atingir diferentes órgãos. Os sintomas, como dor e cólica menstrual intensa, podem se sobrepor a outras condições, por isso a avaliação clínica associada a exames de imagem é fundamental para o diagnóstico correto”, explica.

O especialista destaca ainda que o diagnóstico não deve se basear apenas nos sintomas. “Embora a história clínica e o exame físico sejam importantes, exames de imagem, como o ultrassom, com protocolo específico para mapeamento da endometriose, e a ressonância magnética são essenciais para diferenciar a doença de outras condições com sintomas semelhantes”.

O tratamento da endometriose varia de acordo com a gravidade do quadro e os objetivos da paciente, especialmente em relação à fertilidade. As abordagens podem incluir o uso de terapias hormonais, que ajudam a controlar a dor e a progressão da doença, além de intervenções cirúrgicas em casos mais complexos.

A conscientização sobre a doença e o reconhecimento precoce dos sintomas são fundamentais para evitar o agravamento do quadro. “É importante que a mulher procure avaliação médica ao perceber sintomas como dor intensa ou alterações no ciclo menstrual. O diagnóstico precoce permite um melhor controle da doença e mais qualidade de vida”, conclui o especialista.

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