Plano de parto é essencial à boa relação médico-gestante

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Plano de parto é essencial à boa relação médico-gestante

01 ago. de 2017

O plano de parto é um documento em que as gestantes anotam suas solicitações que serão avaliadas e discutidas com o seu médico: “É uma forma de comunicação entre a mulher, ou o casal, e os profissionais de saúde, incluindo obstetrizes e médicos que darão assistência durante o trabalho de parto”, conforme explica o dr. Juvenal Borrielo, da Comissão de Defesa e Valorização Profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

Ele deve ser assinado pela gestante ou pelo casal e pelos médicos obstetra e pediatra, contendo a lista de desejos que poderão ser atendidos, ou não, no momento do nascimento do bebê. O documento pode fazer diferença ao nortear a equipe médica a realizar um parto único, feliz e seguro para mãe e filho.

“O plano é elaborado para que a assistência ao parto seja a mais consensual entre os profissionais que prestam a assistência à parturiente”, pondera dr. Juvenal.

Ao elaborá-lo, a gestante discute desde o procedimento, se por via vaginal ou cesariana, até questões como a presença de acompanhante no momento de dar à luz, com ou sem tricotomia, qual posição ficar, com rompimento artificial da bolsa ou não, episiotomia em havendo necessidade, tipo de iluminação e refrigeração na sala de parto, acolher ou não o bebê logo após o nascimento e demais cuidados primários com a criança e com ela própria, além de vários outros itens.

Toda essa lista deve começar a ser feita logo no início do pré-natal, e é importante que seja complementada ao longo da gravidez em acordo com o tocoginecologista. “Essa relação médico-paciente deve ser aberta, honesta e harmônica”, define dr. Juvenal Borrielo.

Ele lembra ainda que muitas das solicitações da gestante fogem da responsabilidade do profissional de medicina e tem de ser acertadas com a instituição hospitalar em que se ocorrerá o parto.

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