Febrasgo recomenda a vacina da febre amarela em gestantes que moram nas áreas afetadas
06 mar. de 2018
O Brasil contabilizou 81 casos de mortes por febre amarela, no período entre julho de 2017 e 30 de janeiro deste ano, segundo publicação do Ministério da Saúde. No total, são 213 pessoas com a doença e os estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais.
A população está preocupada com o aumento de casos e em meio a tantas opiniões sobre o assunto, ainda pouco se fala sobre a aplicação da vacina da febre amarela em gestantes. Por isso, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) decidiu trazer à tona esse tema.
De acordo com o presidente da Comissão Nacional Especializada de Vacinas da Febrasgo, Dr. Júlio Cesar Teixeira, poucos casos foram detectados nesse cenário. “No entanto, existe uma tendência da gestante infectada ter uma pior evolução, associada ao risco de abortamento e, até mesmo, óbito”, afirma.
Na vigência dos atuais surtos, a Federação recomenta a vacinação para as gestantes que transitam em áreas de casos humanos confirmados ou em áreas silvestres com casos de doenças em macacos, fora dessas regiões não é recomendado. Se possível a gestante deve evitar circular por essas áreas de risco e utilizar repelentes.
Porém, também é importante ressaltar que antes de tomar qualquer decisão é indicado que a gestante consulte seu médico de confiança, para que ele analise o caso individualmente.