FEBRASGO esclarece artigo que generaliza pejorativamente o exercício médico ginecológico

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FEBRASGO esclarece artigo que generaliza pejorativamente o exercício médico ginecológico

15 ago. de 2019

São Paulo, 14 de agosto de 2019

A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), entidade filiada à Associação Médica Brasileira (AMB), manifesta sua consternação em virtude das experiências relatadas pela colunista Flavia Boggio sobre consultas com ginecologistas e sua visão que considera pouco promissoras possíveis melhoras no atendimento, publicadas neste jornal, em 08 de agosto.

A entidade tem como missão atuar no âmbito científico e profissional, congregando e representando os ginecologistas e obstetras brasileiros, promovendo educação e atualização por meio de informações confiáveis, diretrizes e valorizando a saúde da mulher.

Como representante dos ginecologistas e obstetras brasileiros, a Febrasgo registra seu entendimento e respeito à liberdade de expressão, em especial da imprensa. Contudo, considera necessário extremo zelo para não macular pessoas ou instituições, sobretudo, quando tratam de categorias profissionais, sobretudo em artigos opinativos. Não se pode avaliar toda uma classe com base em experiências pessoais, ainda que mal sucedidas. É importante considerar que cada ginecologista tem nome e sobrenome, e deve se responsabilizar por seus atos.

Os ginecologistas têm consciência de que exame ginecológico pode gerar temor e constrangimento. Assim, devem empreender diferentes cuidados para reduzir esse desconforto – dentre eles, explicar cada procedimento ao qual a paciente será submetida. Não realizá-lo, quando necessário, pode configurar má prática médica e perda da chance de fazer o correto diagnóstico e condução terapêutica. É papel desse profissional oferecer cuidados à saúde em geral, qualidade de vida, prevenção e tratamento de doenças ginecológicas, obstétricas ou de qualquer outra natureza.

Segundo pesquisa Datafolha, 87% das mulheres que buscam consulta estão satisfeitas com o atendimento do atual ou último ginecologista. Na mesma pesquisa, 95% das mais de 1.000 entrevistadas, em todo país, expuseram alto nível de confiança em seu médico ginecologista. São dados que atestam a majoritária boa prática médica oferecida.
Naturalmente, a Febrasgo reitera seu repúdio a práticas antiéticas no exercício da profissão e a importância de um atendimento respeitoso, acolhedor e qualificado. Por oportuno, registra que, em respeito a toda a população, está sempre ao dispor para o esclarecimento de quaisquer questões que porventura lhes digam respeito.
 
Diretoria da FEBRASGO

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