Fato ou Fake: o que você precisa saber sobre o câncer ginecológico

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Fato ou Fake: o que você precisa saber sobre o câncer ginecológico

07 abr. de 2026

  • 08/04 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer

 

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, o ginecologista Dr. Eduardo Batista Cândido, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), chama atenção para a importância de combater a desinformação e incentivar o diagnóstico precoce. Quando o assunto é câncer ginecológico, que inclui tumores de colo do útero, mama e ovário, por exemplo, ainda há muitos mitos que podem atrasar o diagnóstico.

O especialista – que coordenará várias mesas sobre esta pauta durante o 63º CBGO, o Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia – que acontece de 17 a 30 de maio em Belo Horizonte – esclarece os principais fatos e fakes abaixo:

  1. Câncer de mama sempre dói.

FAKE. Na fase inicial, o câncer de mama costuma ser indolor. Embora a dor mamária deva ser considerada na avaliação clínica, ela não é um sinal confiável da doença. Por isso, esperar sentir dor para buscar ajuda pode atrasar o diagnóstico. A consulta de rotina, o exame clínico das mamas e a mamografia periódica são fundamentais para reduzir a mortalidade.

  1. O câncer de ovário pode ser detectado pelo ultrassom transvaginal.

FAKE. Diferentemente de outros tumores, o câncer de ovário ainda não possui um método eficaz de rastreamento. O ultrassom transvaginal não consegue identificar a doença em fases iniciais, sendo mais comum detectar alterações em estágios avançados. Isso reforça a importância de atenção a sintomas persistentes, como inchaço abdominal e dor pélvica.

  1. O câncer do colo do útero pode ser prevenido.

FATO. Trata-se de um dos cânceres mais evitáveis. A vacinação contra o HPV e a realização regular do exame preventivo (Papanicolau ou teste de DNA-HPV) são medidas essenciais para reduzir significativamente o risco da doença.

 

  1. Só mulheres mais velhas têm câncer ginecológico.

FAKE. Embora a incidência aumente com a idade, mulheres jovens também podem desenvolver câncer ginecológico, especialmente o do colo do útero e alguns tipos de tumores ovarianos. O acompanhamento médico deve ocorrer em todas as fases da vida adulta.

  1. Sangramento fora do período menstrual pode ser sinal de câncer.

FATO. O sangramento uterino anormal é um importante sinal de alerta. Pode estar relacionado a condições benignas, mas também pode indicar câncer do colo do útero ou de endométrio. Qualquer sangramento irregular ou após a menopausa deve ser investigado.

  1. Câncer de endométrio sempre apresenta sintomas.

FATO. Na maioria dos casos, o câncer de endométrio se manifesta por meio de sangramento vaginal anormal, o que favorece o diagnóstico precoce. Quando identificado cedo, as chances de cura são elevadas.

  1. O uso de anticoncepcional aumenta o risco de câncer ginecológico.

FAKE. Na verdade, o uso de anticoncepcionais orais combinados é considerado um fator de proteção, contribuindo para a redução do risco de câncer de ovário e de endométrio ao longo da vida.

  1. Histórico familiar aumenta o risco de câncer ginecológico.

FATO. Algumas mutações genéticas hereditárias elevam significativamente o risco desses tumores. Mulheres com histórico familiar devem buscar acompanhamento especializado e, quando indicado, aconselhamento genético.

Muitos desses cânceres podem ser evitados ou diagnosticados precocemente. O grande desafio ainda é fazer com que as mulheres mantenham o acompanhamento regular, mesmo na ausência de sintomas, e não se deixem levar por mitos que circulam, principalmente, nas redes sociais”, reforça o Dr. Eduardo.

O médico ressalta que o cuidado com a saúde ginecológica deve ser contínuo e individualizado. “Prevenção, vacinação e consultas periódicas são as ferramentas mais eficazes que temos hoje para reduzir o impacto desses cânceres na vida das mulheres”, conclui.

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