DIU: longa ação e menos preocupação no dia a dia

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DIU: longa ação e menos preocupação no dia a dia

23 maio. de 2017

Escolher um método anticoncepcional de longa ação, como o dispositivo intrauterino, o DIU, requer uma boa conversa com o ginecologista. No consultório, o médico avalia as expectativas da paciente e vai mostrar as vantagens e desvantagens do método. Se você é daquelas mulheres que precisam de lembretes, alertas no celular para não esquecer a hora de tomar a pílula, o DIU pode ser o ideal.

O DIU é um contraceptivo que associa facilidade de utilização ao bloqueio da fertilidade pelo tempo desejado. Isso significa prevenir a gravidez por muito mais tempo sem exigir compromisso periódico e permite o retorno da fertilidade depois da sua retirada, geralmente após a próxima menstruação.

“O DIU é muito recomendado para quem esquece de tomar um anticoncepcional na mesma hora ou nem lembra.  No Brasil, existem dois. Um com o cobre e um com o hormônio progesterona. Tanto o DIU de cobre quanto o DIU com hormônio são colocados dentro do útero”, explica o ginecologista Rogério Bonassi, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO.

O procedimento para qualquer um dos métodos é simples, rápido e costuma ser realizado no consultório médico.  “Os dispositivos evitam a chegada dos espermatozóides até as trompas”, descreve o médico.

O DIU com cobre (que é um metal) pode ser utilizado por até 10 anos. O cobre tem ação espermaticida, isto é, destrói os espermatozóides, impedindo sua penetração no útero.  

Já o DIU com hormônio libera a progesterona no útero gradualmente, por cinco anos. Esse hormônio altera a secreção do colo uterino impedindo e dificultando a penetração dos espermatozóides.

O uso de qualquer um deles é reversível, ou seja, pode ser interrompido se houver o desejo pela maternidade em qualquer momento. Quando retirados, ocorre o retorno rápido da fertilidade pré-existente, não importando por quanto tempo a pessoa utilizou o método. Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, mas as taxas de falha de um DIU são muito baixas.

Em alguns casos, o DIU com o hormônio levonorgestrel pode alterar a menstruação (um sangramento irregular no início com tendência a diminuição). Após cerca de seis meses, algumas mulheres podem apresentar redução ou ficar sem menstruar. Há aquelas que menstruam normalmente. Mas importante destacar que isso em nada afeta a eficácia do método, nem traz risco para a saúde.

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