BIRTH 2025: Obesidade elevada e o parto

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BIRTH 2025: Obesidade elevada e o parto

08 dez. de 2025

O Dr. Yariv Yogev, especialista de Tel Aviv, apresentou a aula “Obesidade mórbida na gravidez: implicações para o trabalho de parto”. Os principais pontos abordados se relacionam à indução do trabalho de parto, ao progresso do parto, ao monitoramento e ao desfecho em cesariana. “Por que a indução de parto em mulheres com obesidade elevada é recomendada? Porque ela diminui a necessidade de cesariana e a taxa de macrossomia é menor”, explica.

Pontos de atenção em relação ao trabalho de parto nessa população específica:

  • Equipamentos que atendam às dimensões físicas da paciente: desde mesas cirúrgicas especializadas até instrumentos cirúrgicos específicos.
  • A progressão do parto necessita de um tempo maior, pois a obesidade está associada à inibição da contração uterina.
  • Gestantes com IMC igual ou maior que 40 podem apresentar tempo de progresso prolongado e demandar doses maiores de ocitocina.

Sobre o parto por cesariana, o Dr. Yogev destaca a importância de observar:

  • A localização do pannus, pois os marcos anatômicos podem estar distorcidos.
  • A necessidade de debate contínuo sobre o tipo ideal de incisão em casos de obesidade classe III ou maior.
    • Incisão de Pfannenstiel: facilita o acesso ao segmento uterino inferior e está associada a menor dor pós-operatória.
    • Abordagem vertical na linha média: permite entrada mais rápida no abdome e pode ser estendida para maior exposição.
    • Estratégia alternativa em casos de pannus pendular: prender o pannus inferiormente com fita e realizar incisão transversal mais alta, considerando a posição do umbigo.

Por fim, ele destaca riscos relacionados à anestesia:

  • Falha no posicionamento do cateter peridural.
  • Intubação orotraqueal difícil.
  • Maior tempo de procedimento.
  • Depressão respiratória em resposta a opioides.
  • Dificuldade de acesso venoso.
  • Para mulheres com obesidade grave ou previsão de procedimento mais longo, a técnica combinada raquiperidural pode ser a mais benéfica.
  • A técnica raquiperidural combinada oferece início rápido da anestesia pela componente raquidiana, enquanto o cateter peridural pode ser usado para prolongar a analgesia, quando necessário.

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