Workshop discute falta de médicos na assistência ao parto
01 ago. de 2017
Em 10 de junho, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (SOGIPA) realizou o Workshop de Disponibilidade de Assistência ao Parto. Teve a participação de 60 pessoas, abordando temas como falta de maternidades, escassez de médicos voltados à assistência, baixa remuneração dos obstetras e altas taxas de cesáreas.
Para Sheldon Rodrigo Botogoski, presidente da SOGIPA, foi um debate importante para evidenciar a necessidade da valorização do trabalho do obstetra. “O momento do nascimento do filho é extremamente relevante para a mulher. É um acontecimento que envolve toda a família. Já o período de acompanhamento da gestação é tão especial quanto, mas, infelizmente, não é levado muito em consideração”.
Juvenal Barreto Borriello de Andrade, diretor de Defesa e Valorização Profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), ressalta a pertinência de se discutir assuntos relacionados à assistência ao parto.
“Vários fatores como o fechamento de maternidades e a ausência de equipes multidisciplinares contribuem para o alto índice das taxas de partos por cesárea. Acreditamos que a avaliação e debate destes assuntos irão contribuir a melhorar a assistência”.
Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ranqueou o Brasil na vergonhosa posição de líder em cesáreas no mundo. Em 10 de março último, dados do Ministério da Saúde revelaram que esse tipo de procedimento nas redes públicas e privadas de saúde não cresceu no País pela primeira vez desde 2010.