FEBRASGO aciona Presidência e Ministério da Saúde em defesa do aleitamento materno

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FEBRASGO aciona Presidência e Ministério da Saúde em defesa do aleitamento materno

27 jul. de 2018

        A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) soltou uma nota oficial, no início de julho, registrando indignação quanto à atitude do atual Governo dos Estados Unidos de tirar da pauta de recente reunião da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça, uma recomendação sobre a relevância do incentivo às políticas de aleitamento materno.

          “É público, lamentavelmente, que houve inclusive intimidação a outras nações, como ameaças de corte de verbas e de retirada de apoio militar”, pontua o documento.

       É de compreensão da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno (CNE) da FEBRASGO que a conduta dos representantes norte-americanos significa uma irresponsabilidade em termos de saúde pública e da proteção social da humanidade.

          “Certamente coloca em risco a vida de milhares de crianças ao redor do mundo”, afirma o diretor Corintio Mariani Neto.

        Estimativas recentes sugerem que a amamentação, se fosse ampliada para níveis universais, poderia prevenir cerca de 12% das mortes de crianças menores de cinco anos de idade a cada ano, ou cerca de 820 mil mortes em países de média e baixa renda.

        Todos os estudos científicos publicados sobre o tema comprovam que o leite materno é o único alimento completo para o recém-nascido durante os seis primeiros meses e suplementado com outros alimentos, até os dois anos ou mais.

          A amamentação protege a criança, evitando doenças físicas e mentais, diminuindo a mortalidade infantil e a subnutrição.

       A FEBRASGO, por meio da CNE de Aleitamento Materno registrou desapontamento com tal posição, destacando ser inaceitável que interesses econômicos suplantem a defesa da saúde, ignorando e insuflando o descumprimento de recomendações da OMS.

        Também instou a Presidência da República e o Ministério da Saúde, por meio de protesto formal, a se posicionar contra quaisquer ações deste gênero, pontuando incisivamente seu apoio às políticas de promoção ao aleitamento materno no País e em todo o planeta, como segurança à saúde das futuras gerações.

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