Gestantes e puérperas incluídas nos grupos prioritários para vacinas contra SARS-CoV2 no Plano Nacional de Imunização

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Gestantes e puérperas incluídas nos grupos prioritários para vacinas contra SARS-CoV2 no Plano Nacional de Imunização

05 jul. de 2021

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomenda:

 Após a análise dos dados de morbidade, mortalidade e risco de óbito por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por covid-19 em gestantes e puérperas, foi considerado que o risco de agravamento e óbitos em gestantes e puérperas após a infecção por SARS-CoV2  mostrou uma elevação significativa nas semanas 17 a 23 de 2021, sendo então recomendado a retomada da vacinação contra covid-19 em gestantes sem comorbidades e/ou fatores de risco com as vacinas inativadas (Coronavac) e de mRNA (Pfizer), sem a necessidade de indicação ou relatório médico.

 

Recomendações atuais

  • A Febrasgo reforça que a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por Covid-19 em gestantes e puérperas está associada a risco elevado de morbidade e mortalidade materna, além do maior risco de prematuridade e óbito fetal;
  • Em consonância com o PNI (Plano Nacional de Imunização), a Febrasgo recomenda a retomada da vacinação das gestantes sem comorbidades e ou fatores de risco, com as vacinas disponíveis no país que não contenham vetor viral, ou seja as inativadas (Coronavac©) e as de mRNA (Pfizer). A Febrasgo entende que o uso de vacinas covid-19 em gestantes com e sem comorbidades ou fatores de risco deve ocorrer independente da indicação médica, sendo apenas necessário, se assim for o desejo da gestante ou puérpera, da apresentação do cartão de pré-natal ou registro do nascimento da criança. As gestantes e puérperas incluídas nos grupos prioritários, definidos pelo PNI e as sem comorbidades e/ou fatores de risco, agora também contempladas, que ainda não tenham sido vacinadas deverão ser imunizadas de acordo com cronograma do PNI do seu município, com vacinas covid-19 que não contenham vetor viral, ou seja, Coronavac e Pfizer;
  • De acordo com a reunião da CTAI (Camara técnica assessora de imunizações) do dia 2 de julho de 2021, as gestantes e puérperas (incluindo as sem fatores de risco adicionais) que já receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca-Oxford/Fiocruz, poderão aguardar o término do período da gestação e puerpério (até 45 dias pós-parto) para a administração da segunda dose da vacina ou podem optar por tomar a segunda dose preferencialmente com a vacina da Pfizer e nos locais aonde não estiver disponível, com a Coronavac. As gestantes e puérperas (incluindo as sem fatores de risco adicionais) que já tenham recebido a primeira dose de outra vacina COVID-19 que não contenha vetor viral (Sinovac/Butantan ou Pfizer) deverão completar o esquema com a mesma vacina nos intervalos habituais.

 

 A Febrasgo ressalta que essas recomendações poderão ser revistas a qualquer momento de acordo com novas evidências científicas.

 Brasil, 5 de julho de 2021.

 

 

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