Com taxas de aleitamento em crescimento no Brasil, ginecologista vincula amamentação com estabilidade emocional do ser humano

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Com taxas de aleitamento em crescimento no Brasil, ginecologista vincula amamentação com estabilidade emocional do ser humano

05 ago. de 2022

Com taxas de aleitamento em crescimento no Brasil, ginecologista vincula amamentação com estabilidade emocional do ser humano

 

 No mês do aleitamento materno, Agosto Dourado, FEBRASGO reforça a importância da amamentação

 

São Paulo, agosto de 2022. Segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o aleitamento materno ideal é manter a amamentação até os dois anos ou mais de vida da criança, oferecendo apenas o leite materno de forma exclusiva até os seis meses. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil de 2019 (ENANI-2019) mostra que, dois a cada três bebês são amamentados na primeira hora de vida, sendo que no Brasil essa taxa chega a 62,4% e está muito próxima do objetivo de 70% da OMS. Já a taxa de amamentação restrita ao leite materno até os seis meses de vida é de 45,8%, cenário positivo, porém ainda distante da meta da OMS.

 

De acordo com o estudo, o que atrapalha a continuidade da amamentação é o fato de que as crianças até os 2 anos de idade utilizarem mamadeiras, bicos artificiais e chupetas. Outros fatores que podem afetar o aleitamento materno e estão relacionados à mãe, é o estresse e o cansaço. Uma mãe não descansada e estressada produz menos leite. Além disso, fatores como a alimentação e ingestão de água podem influenciar a produção do leite.

 

Para a Dra. Silvia Regina Piza, presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da FEBRASGO, a amamentação é um processo importante tanto para o bebê quanto para a mãe. “O aleitamento materno é fundamental para a nutrição do recém-nascido, pois ele previne as principais causas de mortalidade infantil, a desnutrição, infecção, diarreia e ainda outras afecções que podem acometer crianças recém-nascidas ou na primeira infância.” pontua a obstetra.

 

“Em relação ao benefício materno, o aleitamento impacta de forma positiva a saúde da mulher que amamenta, reduzindo as complicações no pós-parto, favorecendo o retorno à condição pré-gravídica mais rápido, diminuindo o sangramento pós-parto e prevenindo o desenvolvimento de cânceres, como o de mama” adiciona.

 

O aleitamento materno também pode ser eficaz na prevenção de doenças da vida adulta, como cânceres, doenças gastrointestinais, hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras, segundo Dra. Silvia. Além disso, afeta a saúde emocional do bebê e da mãe. “O vínculo que se forma e a afetividade durante a fase do aleitamento também produz seres humanos mais estáveis emocionalmente”, conclui a médica.

 

Em um cenário atual de insegurança alimentar, a amamentação é uma garantia de alimentação segura e adequada para milhares de crianças no Brasil e no mundo. O aleitamento materno é uma fonte de alimento segura, apropriada, barata, eficaz e econômica de alimentação. Dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a amamentação está vinculada à boa nutrição, à segurança alimentar e à redução de desigualdades.

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