FEBRASGO participa de Oficina para a Redução de Mortalidade Materna no Brasil

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FEBRASGO participa de Oficina para a Redução de Mortalidade Materna no Brasil

23 maio. de 2025

FEBRASGO participa de Oficina para a Redução de Mortalidade Materna no Brasil

Mais de 90% das mortes maternas poderiam ser prevenidas

Encontro destaca os 10 Passos do Cuidado Obstétrico para Redução da Morbimortalidade Materna

28 de maio é o Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

 

Realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, de 21 a 23 de maio, em Brasília, a oficina Estratégias para Redução da Mortalidade Materna propõe meios de capacitação em emergências obstétricas, comunitárias e de anticoncepção imediata pós-evento obstétrico (AIPEO).

A mortalidade materna continua sendo uma das questões mais sérias de saúde pública nas Américas, evidenciando desigualdades persistentes nos sistemas de saúde e nas condições de vida das mulheres. Embora alguns países tenham registrado progressos notáveis, as taxas de mortalidade materna ainda permanecem elevadas no Brasil, com taxas alarmantes em algumas unidades da federação e em populações vulneráveis como em comunidades indígenas. Estudos apontam que mais de 90% dessas mortes poderiam ser prevenidas com o acesso rápido e adequado a serviços de saúde de qualidade.

“Está sendo muito interessante, com muitas palestras sobre como reduzir mortalidade materna e oficinas práticas para atender as emergências obstétricas, principalmente as hemorrágicas. Acredito que essa ação fortalecerá o atendimento à saúde das mulheres, principalmente na atenção ao parto e puerpério”, comenta Dra. Roseli Nomura, Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que participa da ação ao lado dos colegas Dr. Gabriel Osanan, assessor da Diretoria Científica, membro das Comissões do TEGO e da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Urgências Obstétricas, Dr. Álvaro Luiz Lage Alves, presidente da CNE de Urgências Obstétricas, Dr. Alberto Carlos Moreno Zaconeta, membro da CNE de Residência Médica e de Hipertensão na Gestação, a Dra. Roxana Knobel, membro da CNE de Urgências Obstétricas, e a presidente da SGOB – Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, Dra. Lizandra Moura Paravidine Sasaki.

As principais causas diretas da mortalidade materna incluem hemorragias obstétricas, hipertensão arterial (como a pré-eclâmpsia e eclâmpsia), complicações decorrentes de abortos inseguros e infecções. Esses problemas são frequentemente agravados por obstáculos no acesso aos serviços de saúde, como dificuldades no transporte, escassez de insumos e profissionais qualificados, além das desigualdades sociais que afetam grupos vulneráveis, como indígenas, afrodescendentes, pessoas com deficiência e mulheres em regiões rurais ou remotas. Esse cenário destaca a necessidade urgente de ações coordenadas e eficazes para combater esse problema.

Durante o encontro, que reúne vários representantes da saúde e do governo, foram destacados os 10 Passos do Cuidado Obstétrico para Redução da Morbimortalidade Materna, que são:

  • 01 Garanta encontros de qualidade, centrados nas necessidades de cada mulher, durante todos os contatos com os serviços de saúde.
  • 02 Institua ações de profilaxia e identificação das síndromes hipertensivas durante o pré-natal.
  • 03 Realize triagem oportuna de infecções do trato geniturinário.
  • 04 Identifique precocemente sinais de gravidade clínica materna e garanta tratamento oportuno.
  • 05 Ofereça treinamento das equipes de assistência regularmente, para o pronto reconhecimento e condução dos casos de urgências e emergências obstétricas.
  • 06 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado dos quadros de síndromes hipertensivas graves na gestação.
  • 07 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado dos quadros infecciosos na gestação.
  • 08 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado das síndromes hemorrágicas na gestação e puerpério.
  • 09 Reduza as taxas de cesariana desnecessárias.
  • 10 Garanta vigilância e assistência permanente no puerpério.

Fonte: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br

Este evento que segue até hoje (23/05), conta com a presença de lideranças de diferentes associações do Brasil, e foi organizado pela Coordenação Geral de Atenção à Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, liderada pela Dra Renata Reis, e pela consultora em Saúde Materna da OPAS/OMS, Ana Cyntia Baraldi.

A Diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde, Olivia Medeiros, pontuou durante o evento a importância da oficina para a saúde das mulheres. A chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Eliane Aparecida da Cruz, representando o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, discorreu sobre a importância da atenção materno infantil, parabenizando o lançamento da portaria do comitê de redução da mortalidade materna. Essa portaria será publicada ainda hoje e a FEBRASGO participa deste comitê.


Abertura


Dr. Alberto Zaconeta, Dra. Roseli Nomura, Dr. Felipe Favorette e Dr. Álvaro Luiz Lage Alves


Dr. Gabriel Osanan, Dra. Roseli Nomura, Dr. Álvaro Luiz Lage Alves e Dr. Alberto Zaconeta


Dra. Lizandra Paravidine Sasaki – presidente da SGOB, Federada de Brasília – e Dra. Roseli Nomura


Dra. Roseli Nomura com Olivia Medeiros – Dir. do Dep. de Gestão do Cuidado Integral do Min. da Saúde


Eliane Aparecida da Cruz – Chefe de Gabinete do Ministério da Saúde – com Dra. Roseli Nomura

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