Sarampo na gravidez pode elevar risco de prematuridade, abortamento e morte fetal, alerta FEBRASGO

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Sarampo na gravidez pode elevar risco de prematuridade, abortamento e morte fetal, alerta FEBRASGO

04 maio. de 2026

Entidade reforça a importância da atualização da carteira vacinal antes da gestação, já que imunizantes como o do sarampo não devem ser aplicados durante a gravidez

 

A infecção por sarampo durante a gestação pode trazer consequências graves para a saúde materna e aumentar o risco de desfechos adversos para o bebê, como prematuridade, baixo peso ao nascer, abortamento e morte fetal. Diante desse cenário, a ginecologista Dra. Susana Cristina Aidé Viviani Fialho, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da FEBRASGO, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, alerta que a checagem da carteira vacinal deve fazer parte da rotina de cuidados da mulher que pretende engravidar, especialmente porque algumas vacinas não são indicadas durante a gestação.

“É muito importante que, no período pré-concepcional, o ginecologista e o obstetra façam uma atualização do calendário vacinal da mulher. Algumas vacinas não devem ser administradas durante a gestação, como as de vírus vivo atenuado, por apresentarem risco teórico de acometimento do feto. Por isso, o ideal é que a mulher já engravide com a vacinação em dia”, explica.

É o caso, por exemplo, das vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, varicela e dengue, todas compostas por vírus vivos atenuados. Essas vacinas não devem ser aplicadas durante a gravidez. Se forem administradas inadvertidamente, isso não representa indicação de interrupção da gestação, mas a recomendação é evitar seu uso nesse período, pois segundo a ginecologista, existe um risco teórico de infecção do feto, por terem vírus vivo atenuado.

A especialista também ressalta que a vacina contra o HPV, embora não seja de vírus vivo atenuado, também não é indicada durante a gestação, já que não há estudos realizados com mulheres grávidas.

A preocupação com o sarampo ganha relevância porque a gestação, por si só, provoca alterações fisiológicas importantes no organismo da mulher. Mudanças nos sistemas respiratório, cardiovascular e imunológico tornam a gestante mais vulnerável a complicações infecciosas.

“Durante a gravidez, a mulher apresenta modificações fisiológicas próprias desse período, inclusive uma imunossupressão relativa, que é necessária para que o organismo possa receber o feto. Isso faz com que ela fique mais suscetível às complicações das infecções”, afirma a Dra. Susana, que é uma das palestrantes do 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece no Minascentro (BH), de 27 a 30 de maio.

Nos casos de sarampo, o impacto sobre o bebê não ocorre de forma direta, como acontece na síndrome congênita da rubéola, mas pode surgir como reflexo do agravamento do quadro materno. Quanto mais intensa for a infecção — com febre, comprometimento inflamatório sistêmico, hipoxemia e complicações como pneumonia —, maiores podem ser os riscos gestacionais.

“Não existe, no caso do sarampo, uma síndrome congênita específica como ocorre com a rubéola. Os efeitos sobre o feto tendem a ser indiretos, a partir do comprometimento materno. Dependendo da gravidade do quadro, pode haver aumento do risco de prematuridade, baixo peso ao nascer, abortamento e morte fetal”, destaca Dra. Susana.

Para a FEBRASGO, a mensagem é clara: o planejamento da gravidez também deve incluir a revisão da situação vacinal. Ao atualizar a carteira antes de engravidar, a mulher amplia sua proteção justamente em uma fase em que parte das vacinas já não poderá ser administrada.

 

63º CBGO

Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

https://febrasgo.iweventos.com.br/cbgo2026

#CBGO2026

Data: 27 a 30 de maio de 2026

Local: Minascentro – Belo Horizonte – Minas Gerais

Credenciamento para imprensa: imprensa@gengibrecomunicacao.com.br

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