Junho Vermelho acende a necessidade de atenção à doação de sangue

Compartilhe a publicação
Junho Vermelho acende a necessidade de atenção à doação de sangue

14 jun. de 2021

Pandemia gerou queda de 70% no volume de doações. Tratamentos de endometriose, complicações gestacionais e outros podem ser comprometidos por estoques baixos

 

São Paulo, junho de 2021. Tradicionalmente, a chegada do mês de junho traz consigo ondas mais intensas de frio, maior incidência de infecções respiratórias e proximidade com as férias escolares resultando em menor volume de doações de sangue. Esse cenário associado à pandemia por Covid-19 tem gerado queda de 70% no volume anual de doações, segundo estimativas de hemocentros e organizações voltados à saúde hematológica. No âmbito da saúde da mulher, essa queda pode impactar diretamente a assistência a casos de endometriose, complicações gestacionais, tratamentos oncológicos, de fertilidade e outros.

Pessoas de 16 a 69 anos, em boas condições de saúde e peso superior a 50 quilos estão aptas a doar sangue. O processo de doação é rápido (dura 40 min., em média), rende até cinco bolsas de sangue e pode impactar até quatro pessoas. Indica-se que a pessoa doadora esteja alimentada e descansada – tendo dormido, ao menos, seis horas na noite anterior.

Segundo o presidente da Febrasgo, Dr. Agnaldo Lopes, “o processo de doação de sangue é absolutamente seguro e não impacta a saúde do doador. Em cada doação, são coletadas de 420 ml a 470 ml de sangue. Em cerca de 72 horas, o corpo recupera o volume doado. E em seis a oito semanas completa a recuperação das hemácias”. Antes de ser liberado a um paciente, o sangue é testado quanto à tipagem ABO e Rh, pesquisa de anticorpos irregulares e pesquisa de hemoglobina S. É verificado ainda em relação às hepatites B e C, Doença de Chagas, sífilis, HIV e HTLV.

 

Doação na pandemia

Em função da pandemia de Covid-19, outras recomendações para a doação de sangue foram incorporadas. Pessoas com sintomas ou suspeitas da doença não estão aptas para a doação. Aquelas que tiveram diagnóstico positivo devem aguardar 30 dias após a confirmação do desaparecimento da doença ante de doar.

Pessoas vacinadas contra a Covid-19, por meio da Coronavac, devem manter um intervalo de 48 horas para poder doar. Aquelas que receberam as vacinas Astrazeneca e Pfizer estarão liberadas para doar somente sete dias após a aplicação do imunizante.

Veja mais conteúdos

TSH acima de 2,5 na gravidez nem sempre significa doença da tireoide, alerta nova diretriz

05 out. de 2026

Manifesto da AMB por uma Medicina de Qualidade e uma Saúde Melhor para o Brasil

02 out. de 2026

Osteoporose antes da menopausa pode sinalizar outras doenças

02 out. de 2026

IMSRIO2026: FEBRASGO promove Simpósio sobre terapia hormonal e saúde cardiovascular

02 out. de 2026

Carta do Rio de Janeiro: Posicionamento das sociedades médicas sobre implantes hormonais manipulados

01 out. de 2026

Outubro Rosa: o que muda na saúde sexual da mulher após o câncer de mama

01 out. de 2026

Especialista da FEBRASGO alerta: Fitoterápicos para fogachos têm evidências limitadas e não devem substituir tratamentos comprovados

30 set. de 2026

IMSRIO2026 – Presidente da FEBRASGO debate a saúde cardiovascular da mulher na menopausa e a THM

30 set. de 2026

Antes do primeiro choro: nascimento seguro começa muito antes da sala de parto

25 set. de 2026

Hormônio vilão? Por que tantas mulheres ainda têm medo dos contraceptivos hormonais?

25 set. de 2026

Menstruação, anticoncepcional e vida sexual: ginecologista esclarece seis dúvidas das adolescentes

21 set. de 2026

ANS amplia cobertura da mamografia digital nos planos de saúde; entenda o que muda para as mulheres

21 set. de 2026