FEBRASGO reforça a campanha #EuVejoVocê e alerta: violência contra a mulher é uma realidade em todas as fases da vida

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FEBRASGO reforça a campanha #EuVejoVocê e alerta: violência contra a mulher é uma realidade em todas as fases da vida

30 set. de 2025

  • Violência contra mulheres idosas: números que preocupam
  • 1º de outubro é o Dia Internacional das Pessoas Idosas

 

A violência contra a mulher não tem idade, classe social ou ambiente específico. Ela pode se manifestar na juventude, na vida adulta e na velhice — em casa, no trabalho ou em espaços públicos. É com esse alerta que a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça a Campanha #EuVejoVocê – Pelo fim da violência contra a mulher, que busca desconstruir discursos que sustentam a violência e promover uma reflexão permanente sobre o tema.

“A Ginecologia e a Obstetrícia são especialidades médicas presentes no dia a dia da mulher, na vida real, e talvez sejamos a especialidade com o maior vínculo com a história de vida das mulheres”, destaca a Dra. Maria Auxiliadora Budib, ginecologista do Núcleo Feminino da FEBRASGO.

Violência contra mulheres idosas: números que preocupam

A violência contra pessoas idosas é uma preocupação mundial e, no Brasil, os dados mostram a gravidade do problema. Entre 2020 e 2023, foram mais 408.395 denúncias de violência contra pessoas idosas em todo o país, e 70% das vítimas eram mulheres. Pesquisas apontam ainda que aproximadamente 15% das mulheres idosas no Brasil sofrem abuso físico ou psicológico.

De 2018 a 2022, o Ministério da Saúde registrou 120 mil notificações de situações de violência contra idosos. Em 58,6% dos casos as vítimas eram mulheres, e 29,5% dos agressores eram filhos ou filhas da própria vítima.

No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 6 pessoas com 60 anos ou mais sofreu algum tipo de abuso em ambientes comunitários no último ano. A subnotificação, no entanto, é considerada um dos maiores desafios: medo, vergonha e dependência em relação ao agressor silenciam milhares de vítimas.

As múltiplas faces da violência contra a mulher idosa:

  • Negligência: ausência de cuidados essenciais, como higiene, alimentação e medicação.
  • Psicológica: ofensas, humilhações e ameaças.
  • Financeira: uso indevido de bens ou recursos.
  • Física: agressões que causam dor ou lesões.
  • Sexual: atos sem consentimento, de qualquer natureza sexual.

Informação como ferramenta de combate

Para a FEBRASGO, a informação é peça-chave para sensibilizar a sociedade e empoderar profissionais de saúde. A campanha #EuVejoVocê reforça a necessidade de vigilância e ação em todas as fases da vida da mulher, com foco no acolhimento e na construção de uma rede de apoio eficiente.

“Violência contra a mulher é um problema social, de saúde pública e de direitos humanos. Não podemos fechar os olhos. Precisamos ver, acolher e agir”, reforça Dra. Budib.

 

Se você é mulher e vítima de violência, procure a Delegacia da Mulher em seu município ou ligue 180, linha gratuita e sigilosa da Central de Atendimento à Mulher no Brasil.

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