Câncer de mama nem sempre causa dor, mas pode dar sinais

Compartilhe a publicação
Câncer de mama nem sempre causa dor, mas pode dar sinais

13 out. de 2025

Associação da ultrassonografia com a mamografia aumenta a sensibilidade e especificidade no diagnóstico precoce

#OutubroRosa

 

“Câncer de mama é uma doença que não tem como característica a dor, porém pode causar alguns sinais na mama: mudança na coloração da pele ou na espessura; surgimento de lesões descamativas na aréola e/ou mamilo ou lesão que forma úlcera; retração de pele; secreção que sai espontaneamente de uma única mama, de coloração sanguinolenta ou transparente; ou alterações axilares como linfonodos aumentados na axila. Nestes casos, é preciso buscar ajuda médica o quanto antes”, conta Dra. Rosemar Macedo Sousa Rahal, mastologista e ginecologista presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) em Mastologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO

O diagnóstico precoce é extremamente importante, pois pode aumentar significativamente a chance de cura do câncer de mama já que, atualmente, a estratificação do tipo da doença também permite melhor direcionamento na terapêutica.

“Pacientes com idade inferior a 40 anos têm indicação de fazer ultrassonografia mamária. Após os 40 anos, a melhor avaliação é a associação da ultrassonografia com a mamografia, o que aumenta a sensibilidade e especificidade no diagnóstico precoce do câncer de mama”, explica o Dr. Jorge Roberto Di Tommaso Leão, obstetra presidente da CNE de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia da FEBRASGO. Quando há suspeita da doença, Dr. Jorge conta que há a necessidade de realizar ultrassonografia das mamas e das axilas com Doppler colorido.

“A prevalência de mulheres jovens com câncer de mama vem aumentando gradativamente. A ultrassonografia (US) em mãos experientes é uma ferramenta de alta importância para rastreio, com alta acurácia no grau de risco; e através da biópsia percutânea guiada por US, podemos ter a possibilidade de confirmação diagnóstica pela análise dos fragmentos”, reforça o obstetra.

“Fico triste e preocupada porque existe uma concentração de esforços tão grandes com relação ao câncer de mama no mês de outubro, mas após esse mês parece que a preocupação desaparece. É importante que exista uma consciência que todos os meses devem ser vistos como meses ‘rosas’, para que as mulheres se cuidem, fiquem atentas aos sinais e fatores de risco e possam agir preventivamente. Realizar a mamografia anualmente, praticar atividade física regular, manter uma alimentação equilibrada, evitar álcool em excesso e amamentar são estratégias que podem reduzir a chance de desenvolvimento de câncer de mama”, complementa Dra. Rosemar.

Veja mais conteúdos

CONITEC abre Consulta Pública sobre terapia hormonal na menopausa

23 out. de 2026

Dia Mundial da Osteoporose alerta para perda óssea silenciosa e riscos na menopausa

20 out. de 2026

Osteoporose: fraturas após pequenos traumas podem ser um sinal de fragilidade óssea da mulher

19 out. de 2026

Dia Mundial da Menopausa: terapia hormonal pode aliviar sintomas, mas exige avaliação individual

18 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO inovação em GO aborda wearables, modelos assistenciais e robótica

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO traz, pela primeira vez, a sessão meio-ambiente e saúde feminina

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO: Quando o algoritmo erra

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO: Saúde da mulher e anemia

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO debate: precisão para quem?

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO debate medicina de precisão, cirurgia fetal e inovação no cuidado à saúde da mulher

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO debate tecnologia, evidência e cuidado humano

16 out. de 2026

Sífilis na gestação: tratamento do parceiro é essencial para evitar reinfecção e proteger o bebê

16 out. de 2026