Dia Mundial do Câncer – FEBRASGO alerta para o câncer ginecológico

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Dia Mundial do Câncer – FEBRASGO alerta para o câncer ginecológico

03 fev. de 2026

Câncer de ovário – Apesar de menos prevalente que outros tipos de câncer ginecológico, como o do colo do útero, o câncer de ovário continua sendo um dos mais letais. Conhecido por sua evolução silenciosa, o tumor frequentemente é diagnosticado em estágios avançados, o que reduz drasticamente as chances de cura. Segundo o ginecologista Dr. Eduardo Batista Cândido, presidente da CNE em Ginecologia Oncológica da FFEBRASGO, cerca de 65% das pacientes recebem o diagnóstico quando a doença já está em estágio avançado. “Por isso, nos anos 2000, o câncer de ovário era conhecido como o ‘matador silencioso’, já que apresenta sintomas pouco específicos”, alerta o especialista.

O câncer de ovário, embora silencioso, exige um olhar atento, especialmente em mulheres com fatores de risco. O diagnóstico precoce ainda é um desafio, mas avanços terapêuticos vêm abrindo novos caminhos para um enfrentamento mais eficaz e humanizado da doença.

Câncer do colo do útero – Estima-se que, até 2030, haverá 411 mil mortes por causa do câncer do colo do útero – contra 349 mil em 2022. O fator de risco mais importante para o desenvolvimento deste câncer é a presença do vírus HPV. “No Brasil, os números assustam: cerca de 19 mulheres morrem, por dia, por causa do câncer do colo do útero. É o 1º câncer que mais mata mulheres até os 36 anos de idade no país. É o 2º tipo de câncer que mais mata mulheres até os 60 anos de idade.”, explica Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, Diretor Científico da FEBRASGO. Segundo ele, apesar das diferenças regionais, o problema é observado por todo o país.

Câncer de endométrio – também chamado de câncer do corpo do útero, pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em mulheres na pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal nesse período deve ser cuidadosamente avaliada. Entre sinais e sintomas estão sangramento uterino anormal persistente (fora do período menstrual, após relação sexual ou principalmente na pós-menopausa); aumento do volume abdominal; dores pélvicas persistentes.

A prevenção consiste em dieta equilibrada, com baixo teor de gordura; exercício físico regular; controle do peso e de comorbidades, como diabetes.

O câncer de vulva é um dos tipos mais raros de câncer ginecológico, atingindo a região externa do aparelho reprodutor feminino — incluindo grandes e pequenos lábios, clitóris e períneo. É mais frequente em mulheres após a menopausa e pode estar associado à infecção pelo HPV. Doenças dermatológicas crônicas e imunossupressão também podem contribuir para o seu desenvolvimento. Uso de preservativos e vacinação contra o HPV fazem parte das estratégias de prevenção.

Apesar de raro, o câncer de vagina é causado principalmente pela infecção por alguns tipos do HPV. Entre os fatores de risco estão a idade acima de 60 anos e o tabagismo. Entre os sinais e sintomas, pode haver sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual; Secreção vaginal anormal; Dores pélvicas (que podem piorar após relação sexual); Desconforto urinário recorrente. Uso de preservativos e vacinação contra o HPV são fatores de prevenção.

“Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e, claro, realizar consultas regulares ao ginecologista para exames como Papanicolau e teste de HPV são atitudes cruciais na prevenção do câncer ginecológico”, reforça a Dra. Dra. Sophie Françoise Mauricette Derchain, membro da CNE em Ginecologia Oncológica.

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