Orientações médicas são fundamentais na amamentação para uma adaptação confortável entre mãe e bebê

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Orientações médicas são fundamentais na amamentação para uma adaptação confortável entre mãe e bebê

20 maio. de 2024

 Leite materno é rico em anticorpos e fatores de defesa

 

Para incentivar a doação de leite humano e fomentar discussões sobre a relevância do aleitamento materno e da doação de leite no Brasil, foi celebrado no dia 19 de maio, o Dia Mundial da Doação de Leite Humano. O aleitamento materno traz consigo uma série de benefícios, uma vez que o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o bebê até os seis meses de idade, proporcionando proteção contra diversas doenças.

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda que seja oferecido de forma exclusiva até os 6 meses de vida e mantido durante a introdução alimentar até os 2 anos de idade ou mais. A Dra. Mônica Fairbanks, membro da Comissão de Aleitamento Materno da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)  destaca que o leite materno é um alimento completo e ideal para os recém-nascidos e ressalta que os benefícios para os bebês vão além da nutrição, pois o alimento é rico em anticorpos e fatores de defesa. Sua composição é altamente complexa e varia de acordo com a fase de vida do bebê, atendendo às necessidades específicas do lactante em cada etapa.

 

A especialista explica que nos primeiros dias de vida o colostro é mais rico em proteínas e contém menos lactose e gorduras. Nessa fase, há uma concentração elevada de imunoglobulinas, proporcionando à criança proteção crucial nos estágios iniciais da vida, incluindo defesa contra microorganismos presentes no canal de parto. A composição do leite materno gradualmente se modifica e fornece para cada fase de crescimento do bebê o teor adequado de proteínas, carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas. (exceto vitamina K, que por isso é administrada ao recém-nascido logo ao nascimento). “Desde que a mãe tenha uma dieta adequada o leite materno atende todas as necessidades de cada criança, promovendo uma saúde ótima e reduzindo o risco de doenças infecciosas, especialmente diarreias e infecções respiratórias, contribuindo assim para a diminuição da mortalidade infantil”, afirmou a médica.

 

A amamentação previne doenças futuras, promovendo um maior desenvolvimento, além de reduzir o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Ter contato pele a pele com o bebê durante toda a primeira hora de vida tem a contração uterina após o parto mais eficaz e menor sangramento pós parto, além de melhor estabelecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho, acalmando e reduzindo a ansiedade de ambos. Além disso, a lactação promove o completo desenvolvimento mamário e reduz risco de câncer de mama.

A especialista da FEBRASGO explica que as mães que amamentam têm uma maior chance de perder peso mais rapidamente após o parto, maior facilidade de espaçamento entre as gestações e retorno mais tardio aos ciclos menstruais. Acrescenta ainda que crianças amamentadas desenvolvem melhor a cognição em comparação com aquelas que não são amamentadas, conforme indicado por diversos estudos. Não menos importante, o aleitamento materno é uma forma mais prática, natural e econômica de alimentação infantil. Além de economizar com insumos como mamadeiras, fórmulas lácteas e esterilizadores, há uma redução nos gastos hospitalares devido a internações e uma menor taxa de ausência das mães do trabalho.

 

Alimentação durante amamentação

 

 

“Quando estiver amamentando, é recomendado evitar bebidas alcoólicas e alimentos com cafeína. Além disso, alimentos doces, gordurosos e muito salgados devem ser consumidos com moderação, assim como alimentos que possam estimular a formação de gases, causando maior distensão abdominal e cólicas, tais como couve, brócolis, cebola, alho, oleaginosas e leguminosas. É importante observar a reação e o comportamento do bebê após a ingestão desses alimentos”, pontuou a Dra. Monica.

 

 

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