FEBRASGO, Pfizer e Astellas promovem debates sobre saúde da mulher durante gestação e menopausa em evento inovador

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FEBRASGO, Pfizer e Astellas promovem debates sobre saúde da mulher durante gestação e menopausa em evento inovador

04 dez. de 2024

Em 29 de novembro, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reuniu especialistas no “Summit FEBRASGO Inovação em Ginecologia e Obstetrícia”, em São Paulo, para debater os avanços tecnológicos e a importância das inovações no cuidado da saúde feminina. O evento contou com o Simpósio Satélite da Pfizer, com o tema “Proteção contra o VSR”, que discutiu o papel dos ginecologistas e obstetras na prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com foco em bebês e idosos.

A Dra. Sue Yazaki, professora adjunta de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo, destacou a relevância da vacinação durante a gestação para a prevenção do VSR, especialmente nos primeiros três meses de vida, período de maior prevalência do vírus. A médica enfatizou que, até o momento, não existe tratamento específico para a infecção, apenas cuidados de suporte. “Até a pandemia, o impacto do VSR nas crianças era subestimado, mas, com o aumento dos casos, a inclusão da prevenção no calendário de imunização se tornou urgente”, afirmou. A ANVISA recentemente autorizou a imunização contra o VSR para gestantes, um avanço crucial no combate à doença. Além disso, a Dra. Sue alertou que, embora fatores como prematuridade e doenças pulmonares crônicas aumentem o risco de infecções graves, muitas hospitalizações ocorrem em bebês sem esses fatores preexistentes.

A vacinação durante a gestação é considerada uma ferramenta essencial para proteger os bebês contra o VSR. A Dra. Sue destacou ainda que, no Brasil, a Anvisa recomenda a administração da vacina entre 24 e 36 semanas de gestação. “Bebês com menos de seis meses têm maior risco de hospitalização por infecção respiratória grave, e a vacinação demonstrou ser eficaz na prevenção. As reações mais comuns são locais, como dor no local da injeção, mas os benefícios superam esses efeitos”, defendeu.

O Dr. Roberto Dischinger Miranda, também presente no evento, abordou a carga significativa do VSR, especialmente entre os idosos. Ele explicou que, embora o VSR seja frequentemente comparado à influenza, ele é responsável por um número elevado de hospitalizações e complicações respiratórias, com maior risco conforme a idade avança. “Pacientes com doenças cardíacas ou respiratórias têm risco ainda maior”, alertou. O especialista reforçou a importância da vacinação e das medidas preventivas, destacando que essas devem ser incorporadas à rotina de cuidados de saúde, principalmente para a população idosa e com comorbidades. “É essencial implementar estratégias de imunização e manejo das condições pré-existentes para reduzir os impactos desse vírus”, concluiu o Dr. Roberto.

Inovações no cuidado do climatério

O Summit também promoveu uma discussão sobre “Inovações no Cuidado da Menopausa”, com o apoio da Astellas. A mesa, moderada pela Dra. Maria Celeste Wender, presidente da FEBRASGO, trouxe atualizações relevantes sobre o manejo da menopausa. O Dr. Luciano Pompei, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da FEBRASGO e presidente da SOGESP, compartilhou insights importantes sobre os avanços na área.

O Dr. Marcelo Steiner, diretor administrativo da FEBRASGO, destacou a crescente incidência de obesidade entre as mulheres no climatério, evidenciando o impacto do sobrepeso e do acúmulo de massa gorda nessa fase da vida. “Cerca de 60% da população apresenta sobrepeso, e 30% sofre de obesidade. Esses números são ainda mais alarmantes entre mulheres de 40 a 60 anos, quando há um aumento significativo dessas condições”, alertou o médico.

Além disso, o Dr. Marcelo ressaltou que mulheres com maior índice de massa corporal (IMC) têm maiores chances de sofrer com sintomas como os fogachos, que impactam não só a qualidade de vida, mas também o Sistema Nervoso Central. “Compreender e agir sobre o sobrepeso e a obesidade nesse período é fundamental, pois essas condições podem gerar inúmeras consequências à saúde das mulheres”, concluiu o especialista.

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