Covid19

FAQ FEBRASGO - COVID 19 - Perguntas e Respostas que o GO precisa saber

Quinta, 26 Março 2020 16:04
Todas as informações abaixo, estão sujeitas a alterações.
Data da última atualização 31/03/2020 - 17h20



Ginecologia Endócrina

1. Existe relação entre disfunções endócrinas femininas e maior risco de infecção por COVID-19? Algum cuidado específico?

Considerando a pandemia viral pelo COVID-19, com disseminação rápida e alteração dos hábitos em todo o mundo, gerando muitas dúvidas e incertezas, embora não sejam conhecidas relações diretas com disfunções endócrinas femininas, como Síndrome dos Ovários Policísticos, Anovulação Crônica, Hiperprolactinemia, Insuficiência Ovariana Prematura, a CNE em Ginecologia Endócrina da FEBRASGO orienta suas pacientes: O tratamento para sua disfunção endócrina deve ser mantido. Como os atendimentos ginecológicos de rotina estarão, muito provavelmente, postergados, mantenha seu tratamento e entre em contato com seu médico em situações em que haja urgência em mudança na conduta (se possível, minimize atendimentos presenciais e os faça preferencialmente por telefone ou e-mail). Em sua maioria, os distúrbios endócrinos do sistema reprodutor têm tratamento em longo prazo. Porém se você estava programando iniciar um tratamento especificamente para engravidar, a recomendação, no momento, é de que o tratamento deva ser postergado, também para as pessoas candidatas a tratamentos de reprodução assistida. É fortemente recomendado que não se iniciem ciclos de estimulação ovariana para inseminação, fertilização in vitro (FIV) ou preservação de óvulos, assim como ciclos para transferência de embriões congelados ou gestação com óvulo doado. Ainda, recomenda-se fortemente que não se procedam transferências embrionárias a fresco nos ciclos terapêuticos em andamento, sendo recomendado congelamento total de embriões. Se possível, postergue exames de rotina, para atender as recomendações de isolamento social. - Seriam razões para discussão, devendo ser decididos entre você e seu médico, apenas as situações em caráter de urgência.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Ginecologia Endócrina 



Trato Genital Inferior

1. O que fazer se o exame citológico (Papanicolaou) da minha paciente apresentar alterações ?

1-1. Resultado citológico ASCUS e lesão intraepitelial escamosa de baixo grau - nova avaliação pode ser adiada para 6 meses a 1 ano
1.2. Resultado citológico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau, ASC-H, AGC - comunicar o resultado e convocar a paciente para exames complementares até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses
1.3. Resultado histopatológico (biópsia) de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (NIC II/III) - postergar tratamento até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses.
1.3.1- Procedimento excisional, ambulatorial ou em centro cirúrgico pode ser postergados até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses.
1.4. Resultado citológico de lesão de alto grau que não pode excluir invasão, AGC-favor, lesão glandular ou lesão invasiva – avaliar em 4 semanas
1.5. Resultado histopatológico de lesão de alto grau com suspeita de invasão, lesão glandular ou lesão invasiva – o tratamento pode ser postergado em até 4 semanas.
1.5.1- Se for realizar procedimento excisional nestes casos, postergar para 4 semanas.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior

2. Tomei a 1ª. ou 2ª. dose da vacina do HPV e necessito realizar a 2ª. ou 3ª. dose, o que fazer?

Aguardar o momento em que os órgãos de saúde oficiais liberarem as saídas do confinamento.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior 

3. Cisto da glândula de Bartholin, condiloma, vulvovaginite?

Se possível consulta por telemedicina, realizar abordagem sindrômica, e assim que houver liberação do confinamento pelos órgãos competentes, realizar consulta presencial. 
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior

4. Paciente em pós-operatório?

Realizar a consulta, porém agendando para horário de menor fluxo de pessoas e pedindo que a locomoção seja feita em transporte não público. 
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior

5. Paciente em sessão de aplicação de ATA ou podofilina no tratamento de condiloma?

Tentar prescrever medicação em que a paciente possa se tratar no domicílio, com orientação de como proceder frente a efeitos colaterais ou agravamento das lesões, postergando a consulta assim que houver liberação do confinamento pelos órgãos competentes. Estas recomendações não devem ser consideradas como diretrizes. Como  os quadros epidêmicos podem varias, é possível mudanças deste documento a qualquer momento. Na avaliação de tais condutas deve ser individualizada para este momento de confinamento. Deve ser valorizado em cada caso: O Grau de compreensão da paciente, o nível de ansiedade da mesma, o risco de perda de seguimento visto que muitas vezes o nível sócio-econômico-cultural de nossas pacientes pode promover a não compreensão do caso e minimizar a importância do seguimento -tratamento após o confinamento. 
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior.



Sexologia

1. Durante a crise da pandemia, especialmente no período da curva ascendente, onde todos (que podem), necessitam ficar em casa (isolamento social), devo evitar relações sexuais?

A maior liberdade sexual dos últimos tempos (11) associada ao acentuado aumento da mobilidade internacional das pessoas (12), teoricamente, têm contribuído para a mudança do comportamento das infecções virais. A medida em que o surto de SARS-CoV-2 progrediu, tornando-se uma pandemia, ficou clara a informação de que a disseminação de pessoa para pessoa se tornou o principal modo de transmissão (13), através de gotículas respiratórias ou ao tocar uma superfície infectada e depois tocar nos olhos, nariz ou boca. Dada a atual incerteza em relação aos mecanismos de transmissão, são recomendadas, rotineiramente, precauções para evitar o contágio (14).

Não existem evidencias científicas suficientes para recomendações especificas sobre o funcionamento sexual das pessoas. Porém, considerando que os critérios empregados para redução/achatamento da curva de infectados tais como: i) isolamento social, ii) afastamento de até 2 metros entre as pessoas, iii) higiene respiratória e das mãos e ainda, considerando a possibilidade de contaminação em período de incubação somada a sobrevivência do vírus, por horas, em diferentes superfícies, e a existência de grupos de maior risco de letalidade é de se esperar que haja restrição à atividade sexual.

A atividade sexual que envolve o contato físico íntimo, especialmente se um dos parceiros envolvidos esteve exposto (15), ou se encontra infectado (16), precisa ser restrita pelo período estipulado pelos protocolos vigentes que, no momento, é de 14 dias. Vale lembrar que a orofaringe é um sítio do COVID-19 (17) podendo, então, ser transmitido pelo beijo. A medida restritiva a atividade sexual vai ao encontro ao mesmo propósito do isolamento social, para atenuar a curva epidemiológica de infectados, com o intuito de evitar ao máximo a saturação dos serviços de saúde. 

No que tange as consequências dessa restrição, devemos pensar que nesse momento é uma prioridade de saúde pública, que todos devem estar engajados nas medidas possíveis porque existem várias formas de contemplar a sexualidade de um casal, sem que esteja inserido o contato físico direto. O diálogo, o olhar, a escuta, jogos eróticos, ou mesmo atividades prazerosas em comum, durante o isolamento devem ser estimulados, uma vez que são estratégias utilizadas como técnica sexual para potencializar o desejo. Todas as formas de auto erotismo poderão ser mantidas, ou até contempladas, no sentido de amenizar as consequências de restrição preconizada acima. 
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Sexologia

2. Quais as recomendações sobre a precauçāo de contato sexual durante a Pandemia COVID-19?

Apesar dos crescentes avanços científicos sobre a história natural da transmissāo do coronavírus COVID-19 pelas vias aéreas, além da identificaçāo de reservatórios no trato gastrointestinal, ainda nāo há evidências sobre a carga viral nas secreções do trato genital. Até o presente momento também nāo foi identificada excreçāo viral pelo leite materno ou contaminaçāo do liquido amniótico. (19). Dessa maneira a transmissāo pelo contato sexual, até o presente momento, é atribuída ao contato íntimo entre os parceiros. É importante lembrar da necessidade de prescrição de um método anticoncepcional seguro além do uso de preservativos. Faltam pesquisas específicas sobre esse tema. A dúvida da permanência do COVID19 no trato genital e a orientaçāo específica da duraçāo do afastamento sexual entre os parceiros das pessoas infectadas deverá ser respondida pela comunidade científica, bem como o tempo de eventual postergaçāo de planos de gestaçāo nessas pacientes, visando ao restabelecimento da saúde e bem-estar sexual na população. 
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Sexologia



3. É possível ter sexo na pandemia de COVID-19?

É possível escolher práticas mais seguras. O melhor parceiro(a) é aquele com quem você possui vínculo afetivo ou que mora com você. Sempre é discutível optar pela interação sexual pois as pessoas podem ficar assintomáticas por 14 dias, ou seja, nesse período podem transmitir o COVID-19. Recomenda-se o banho antes e depois das práticas sexuais. Masturbação, carícias no corpo, masturbação a dois (hétero ou homo) e relação sexual pênis-vagina apresentam menos risco, com camisinha e sem beijos. Vale lembrar que o COVID-19 em pessoas infectadas foram encontrados na saliva e nas fezes. Mas não há evidencias sobre a presença do vírus no sêmen ou na secreção vaginal.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Sexologia




Gestação de Alto Risco


1. No atendimento às gestantes: algum cuidado específico?

As gestantes devem ter as mesmas precauções de higiene e contato. para evitar infecção COVID-19 recomendadas para a população em geral. Devemos orientar nossas pacientes que se elas tiverem febre, tosse ou dificuldade para respirar devem procurar assistência, seguindo fluxo estabelecido pelas autoridades de saúde local e pela  Instituição hospitalar de retaguarda local. Gestantes e puérperas que deram à luz recentemente devem ser atendidas em suas consultas de rotina, dentro de prazo razoável.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Gestação de Alto Risco

2. Como deve ser atendimento de gestantes com suspeita ou infecção por coronavírus?



Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Gestação de Alto Risco

3. Sim, mulheres com COVID-19 podem amamentar se desejarem. Elas deverão:

Manter cuidado de higiene respiratória, usando máscara, (quando possível); Lavar as mãos antes e depois de tocar o RN e Rotineiramente limpar e desinfetar superfícies que tenham sido tocadasConteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Gestação de Alto Risco

4. Como devem se comportar os profissionais de saúde na assistência ao parto?

Se houver suspeita ou confirmação de COVID-19 os profissionais de saúde devem tomar os cuidados apropriados para tentar evitar riscos para si próprios e outros, inclusive com roupas de proteção e máscaras. O ambiente deverá ser higienizado com limpeza terminal. Será permitido um acompanhante e ele deve ser orientado sobre todos os cuidados. Não devem ser permitidos objetos, adereços, pessoas extras para filmagens ou fotos.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Gestação de Alto Risco



Mastologia

1. Mulheres com câncer de mama e que necessitam de radioterapia, quimioterapia ou outro tipo de tratamento sistêmico devem postergar o tratamento?

Os tratamentos adjuvantes não devem ser postergardos, a não ser para pacientes com imunossupressão pelo aumento do risco de contágio. No entanto são situações específicas que devem ser avaliadas pelos profissionais que conduzirão cada caso.
Conteúdo produzido pela Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Mastologia

2. Mulheres que estão realizando fisioterapia pós tratamento cirúrgico de câncer de mama devem interromper?

Sim, devem interromper pelo risco de contágio em um contato físico muito próximo.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Mastologia

3. Mulheres que fizeram seus exames de rotina com laudos alterados e que estão encontrando dificuldades em agendamento de consultas ou realização de biópsias devem proceder de que maneira?

Devemos nos basear no resultado do laudo e nas recomendações do sistema BIRADS. As pacientes com BIRADS 4 e 5 devem prosseguir a investigação. No entanto, a quarentena determinada pelas autoridades sanitárias praticamente inviabilizou o prosseguimento das investigações, estando a grande parte ou a totalidade dos serviços diagnósticos voltados apenas para as urgências. Há um prazo considerado seguro pelas autoridades nacionais onde o tempo decorrido entre a diagnóstico e início de tratamento não deva ser superior a 60 dias, o que pode tranquilizar a paciente. Dentro deste prazo, a princípio não haveria prejuízo em relação as taxas de sobrevida livre de doença e sobrevida global. Para as pacientes mais idosas, acima de 60 anos, provavelmente é seguro aguardar este período, a não ser que seja uma doença localmente avançada. Não há no Brasil, uma recomendação formal a este respeito, mesmo o porque não se sabe a duração da quarentena. Esta é seguramente a situação mais difícil que os mastologistas estão se deparando, pois não é possível estimar prazos ou mesmo planejar tratamentos. Esta situação deve ser revista dia a dia, de acordo com as recomendações oficiais sobre a quarentena.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Mastologia

4. Para as mulheres em seguimento pós câncer de mama, seria possível postergar os exames de seguimento e a consulta médica?

As mulheres assintomáticas deveriam ter a consultas canceladas pelo serviço que as acompanha. As sintomáticas deveriam ter a consulta mantida. 
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Mastologia



Assistência Pré-Natal

1. Gestante com suspeita de COVID-19: quanto tempo de atestado (afastamento do trabalho)?

15 dias.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

2. A gestante constitui grupo de risco?

Os dados disponíveis são limitados e controversos, mas até o presente momento não há evidência que há maior risco para as gestantes do que para a população em geral.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal



3. E as consultas pré-natal? 

As consultas de pré-natal deverão seguir as rotinas habituais, de acordo com seu risco, presença de intercorrências ou morbidades. Em todas as consultas recomenda-se investigar a presença de sintomas gripais e/ou contatos recentes com pessoas infectadas pelo COVID-19. Reforçamos que as gestantes devem permanecer o mínimo de tempo necessário para a realização das consultas de pré-natal, evitando ao máximo aglomerações em salas de esperas. Também devemos recomendar que as pacientes compareçam sem acompanhantes nas consultas. Os intervalos entre consultas e realização de exames poderão ser ampliados, sempre avaliando-se riscos e benefícios, com intuito de se evitar exposição desnecessária das gestantes a ambientes de risco para contaminação.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal e Diretoria de Valorização e Defesa Profissional 



4. Gravida com COVID-19: algum cuidado específico? 

As orientações para as gestantes de cuidado são as mesma para a população em geral. Nentanto, como se trata do binômio materno-fetal deve ser redobrado a observância dos sinais e sintomas de gravidade, vitalidade fetal e exames obstétricos que norteiam a assistência. Nos casos leves, isolamento domiciliar e seguir as recomendações preconizadas pela Atenção Primária à Saúde. Para indicação de hospitalização deve ser considerados os seguintes sinais de agravamento: FC >100 bpm, FR ≥ 22 irpm, PAM < 65mmHg, saturação de O2 <95%, enchimento capilar > 2 segundos, oligúria, escala de Glasgow < 15, alteração da ausculta pulmonar (crepitação), cianose, tontura/confusão mental/agitação psicomotora/ torpor e sofrimento fetal agudo. Para aquelas com suspeita ou confirmação do coronavirus, a gestante deve utilizar máscara cirúrgica; o profissional de saúde além da máscara cirúrgica, usar gorro, luvas e óculos de proteção. 
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

5. No atendimento às gestantes: algum cuidado especifico? 

Nenhum cuidado específico no atendimento das gestantes que não apresenta sintomas ou sinais do coranovirus, além de incluir todos os cuidados de prevenção constantes nos protocolos direcionados à população em geral. Ainda não existe tratamento específico com efetividade comprovada contra a infecção por COVID-19, e mantém-se o mesmo da paciente não grávida. Não há evidências atuais sobre a transmissão vertical durante a infecção materna. A indicação e a periodicidade dos exames complementares específicos para avaliação fetal - como ultrassonografia obstétrica, cardiotocografia, perfil biofísico fetal ou dopplervelocimetria – dependerão do quadro clínico da gestante. 
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

6. O que o coronavírus pode causar no feto? 

Não há evidências de maior risco de aborto, feto morto, restrição do crescimento fetal ou que o vírus possa passar para o feto em desenvolvimento (transmissão vertical). Dois casos de possível transmissão vertical foram relatados, porém ainda não está claro se a transmissão ocorreu antes ou logo após o nascimento. Um relatório recente da China, de quatro gestantes com infecção por coronavírus quando tiveram o parto não encontrou evidências da infecção em seus recém-nascidos. Segundo a opinião de especialistas é improvável que o feto fique exposto durante a gestação. Na China, alguns recém-nascidos de gestantes com sintomas de coronavírus nasceram prematuros. Não está claro se o coronavírus causou esse problema ou se os médicos resolveram a gestação precocemente decorrente da doença.  
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

7. Se síndrome respiratória grave: antecipar parto? 

A infecção por COVID-19 em si não é uma indicação para o parto, a menos que haja necessidade de melhorar a oxigenação materna. A avaliação individualizada é fundamental e deverá ser realizada preferencialmente por uma equipe multiprofissional e multidisciplinar. Nos casos leves e estáveis, a gravidez não indicação de interrupção da gravidez. No entanto, nos casos críticos, a continuação da gravidez pode comprometer a segurança da mãe e do feto e a antecipação do parto pode ser indicada mesmo em situação de prematuridade. Não se sabe ainda qual é a melhor via de parto para estes casos, o que demandará também uma avaliação individualizada e criteriosa. Em função da experiência com as infecções por H1N1, SARS-CoV e MERSCoV, as parturientes em boas condições gerais, sem restrição respiratória e com elevada taxa de oxigenação podem se beneficiar do parto vaginal sem apresentar riscos para os fetos.  
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

8. No puerpério o aleitamento é permitido? 

Em geral, recomenda-se manter a amamentação, mas ainda não existem evidências suficientes para definir a segurança desta conduta. Atualmente, a maior preocupação não é se o COVID-19 pode ser transmitido pelo leite materno, mas se a mãe infectada pode transmitir o vírus através de secreções respiratórias durante o período de amamentação. Por isso ela deverá usar máscara cirúrgica, lavar as mãos antes e depois de tocar no seu filho; e limpar e desinfectar a superfície dos objetos tocados pela lactante. As pacientes devem ser incluídas nesta tomada de decisão, considerando a sua vontade e a sua capacidade de seguir todas as orientações de segurança. Porém, para as pacientes portadoras de doença grave, a amamentação deveria ser suspensa, mantendo-se, entretanto, todas as medidas para manter a lactação.  
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

9. Aumentar os intervalos das consultas de pré-natal?

Sim, se não houver prejuízo da qualidade do pré-natal, principalmente nas de baixo risco, neste período que há a orientação que todas não saiam de casa. Para as pacientes de alto risco gestacional, mesmo se estiverem assintomáticas, a programação deve ser mantida. Nos casos de gestantes com suspeita ou sob acompanhamento pós-diagnóstico da infecção viral, a consulta deveria ser agendada para quando acabar o período de isolamento.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal

10. Se suspeita no puerpério: isolar do recém-nascido?

Não há base científica atual para recomendar o isolamento de recém nascido das puérperas com suspeita de infecção por COVID-19. Devemos manter mãe e filho em alojamento conjunto, porém em isolamento. A puérpera deve utilizar máscara cirúrgica durante todo tempo e ser orientada a higienizar as mãos antes e após o contato com o RN. A puérpera não pode frequentar o banco de leite. As visitas deveram ser proibidas e o transporte do RN deverá ser feito em incubadora.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal



Uroginecologia e Cirurgia Vaginal

1. Existe transmissão do vírus por urina ou fezes?

Estudo em população pediátrica identificou o vírus em swab retal em 8 de 10 crianças com COVID-19, demonstrando possibilidade de transmissão fecal-oral (4). Apesar do vírus ter sido detectado nas fezes, a possibilidade de detecção em urina ainda é desconhecida (5). Utilizando PCR para pesquisa do vírus, pesquisadores testaram várias secreções corpóreas, observando que todos os 72 espécimes de urina estavam negativos (6). Desse modo, recomenda-se que cuidadores e familiares podem ser infectados com material fecal e, possivelmente urina, de pacientes incontinentes.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal



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