2010

FEBRASGO lança Manual de Perinatologia

mai 3 • Notícias • 745 Views • Comentários desativados

Acaba de ser finalizado mais um manual da FEBRASGO. Trata-se do volume sobre Perinatologia, que visa à atualização dos especialistas e à complementação da formação daqueles que chegam ao mercado de trabalho. É uma ferramenta imprescindível para colaborar com a redução dos altos índices de mortalidade neonatal.

A proposta é oferecer os melhores conhecimentos em situações clínicas específicas, baseados em evidências científicas, proporcionando a qualificação da assistência. Desde a década de 90, época em que a mortalidade neonatal passou a responder pela maior proporção de óbitos infantis, essa área tornou-se crescente preocupação para a saúde pública. As enfermidades perinatais são a primeira causa de mortalidade neonatal e infantil no Brasil e correspondem, também, a 85% das mortes de menores de 5 anos.

Para Fernanda Campos da Silva, secretária da Comissão Nacional Especializada de Perinatologia da FEBRASGO, “a morte fetal, do recém-nascido ou de uma mulher na gravidez ou no parto constitui-se sempre em uma tragédia. A redução destes óbitos precoces faz parte das metas do milênio da ONU. Tais eventos decorrem, na maioria das vezes, de uma combinação de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas no sistema de saúde. As causas diretas de morte materna, fetal e neonatal decorrem de uma sequência de fatores prejudiciais ao longo do ciclo de vida, assim como das etapas da assistência da saúde”.

Pela frequente intersecção com outros setores da gineoclogia, diversos temas foram trabalhados em acordo de comissões como as de medicina fetal, ultrassonografia, gestação de alto risco e pré-natal. E o trabalho não acaba aqui. A atualização periódica está prevista e deve começar assim que for detectada a necessidade de incluir ou atualizar qualquer tema caso haja modificação significativa na literatura.

Participaram da elaboração da publicação, ao lado de Fernanda Campos da Silva, o presidente da comissão de Perinatologia, Renato A. M. de Sá, ao lado de Denise Araújo Lapa Pedreira, Mario Julio Franco, Regina Amélia Pessoa de Aguiar, Roberto Eduardo Bittar e Sidney Garcia.

Manual em capítulos

O manual está dividido em quatro seções principais: cuidados antenatais; complicações maternas e obstétricas: prevenção, diagnóstico e conduta; parto em situações especiais; e ética em perinatologia. Esta última, ressalta Fernanda, é de grande importância e raramente abordada em guias de conduta.

“O texto foi elaborado de maneira a tratar de forma prática as grandes questões dessa área, com foco no diagnóstico e na adoção de medidas do período pré-concepcional ao parto. Desta forma, será possível melhorar a qualidade da assistência e o desfecho da gestação, reduzindo a mortalidade fetal e neonatal.”

A partir do acesso às informações do manual, o trabalho de obstetras poderá adquirir melhor organização, sempre respeitando as características de cada instituição. “O compêndio não se destina a exaurir todas as possibilidades existentes em cada assunto. Tampouco pretende substituir o raciocínio lógico, que é o elemento decisório de maior importância na prática. Ele se constitui como fonte de consulta, um documento normalizador.”

Destaques

Comparações internacionais de mortalidade neonatal e perinatal e seus componentes são alguns dos destaques do Manual de Perinatologia, na busca por identificar problemas, desafios temporais e geográficos e diferenças, além de facilitar as propostas de mudanças nas políticas de saúde pública e na prática clínica.

“Uma terminologia precisa é importante para descrever eventos associados com os resultados perinatais.”

VOCÊ SABIA?
O termo Perinatologia foi introduzido em 1936 por um pediatra alemão, Pfaundler, para definir o período em torno do nascimento, caracterizado por alta mortalidade fetal e neonatal, mas com a causa da morte diferente das observadas em crianças mais velhas.

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