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FEBRASGO faz recomendação sobre teste de Zika na gravidez

fev 6 • Notícias • 1280 Views • Comentários desativados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou na última quarta-feira, 1º de fevereiro, que os casos de infecção do vírus da Zika na América Latina estão caindo, apesar da época de verão, quando é típico a epidemia em razão do período de chuvas. No entanto, sem apresentar dados que sustentem a informação, a FEBRASCO informa aos médicos que continuem reforçando às gestantes sobre a necessidade de evitar zonas endêmicas.

Por outro lado, a Federação não recomenda o teste de diagnóstico de Zika durante o pré-natal nos exames de rotina. “Ele só deve ser pedido em casos específicos, com indicativos, como quadros infecciosos recentes”, orienta do presidente da FEBRASGO, Dr. César Eduardo Fernandes.

A explicação é clara: Quando a mulher começa ter os sintomas de Zika, como febre, o médico tem aproximadamente cinco dias para identificar a presença do vírus no sangue. Passado esse período, a única possibilidade de fazer o diagnóstico é através da presença de anticorpos contra o vírus da Zika. “É fato que esses anticorpos dão muita relação cruzadas e são poucos específicos para o diagnóstico da doença. Então, é um grande problema ainda o diagnóstico retrospectivo da doença”, afirma Dr. César Fernandes.

O médico reforça que a infeção pelo vírus da Zika é assintomática na maioria dos casos. “Aproximadamente 80% das pessoas que têm a infecção passam por ela sem sequer ter febre ou sintomas indicativos de uma doença infecciosa. Não têm dor nos músculos e nas articulações e não apresentam olhos vermelhos”. Por isso, Dr. César Fernandes esclarece que os médicos devem somente solicitar o exame se a paciente apresentar sintomas do vírus ou se pedir para fazer o teste, mas é necessário informar sobre a limitação.

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